20 de fevereiro de 2026

Nota da Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional do COFFITO sobre polilaminina

POLILAMININA e Lesão Medular Aguda: Evidências Atuais, Aspectos Regulatórios e Implicações para a Fisioterapia Neurofuncional

A polilaminina é uma tecnologia brasileira em investigação científica para o tratamento da lesão medular, derivada da laminina — proteína essencial da matriz extracelular envolvida na adesão celular, crescimento axonal e plasticidade neural. Estudos pré-clínicos demonstram potencial de estímulo à regeneração neural em modelos experimentais, e, em janeiro de 2026, a ANVISA autorizou o início de estudo clínico de fase 1 em pacientes com lesão medular aguda, com foco na avaliação de segurança e tolerabilidade. Até o momento, não há evidência clínica robusta que comprove eficácia terapêutica nem registro sanitário para uso assistencial no Brasil, estando sua aplicação restrita a protocolos de pesquisa aprovados. Trata-se de uma abordagem promissora, porém ainda em estágio inicial de validação científica, que deve ser acompanhada com responsabilidade, comunicação ética e integração indispensável à reabilitação baseada em evidências, especialmente à Fisioterapia Neurofuncional.

Polilaminina e lesão medular: o que a ciência sabe até o momento

A possibilidade de terapias regenerativas para lesão medular tem mobilizado grande interesse da sociedade, dos profissionais de saúde e das pessoas que vivem com esta condição. Entre essas abordagens, destaca-se a polilaminina, uma tecnologia brasileira em investigação científica que vem despertando importantes expectativas e, ao mesmo tempo, requer comunicação responsável e baseada em evidências.

Este documento tem como objetivo compartilhar informações atualizadas e seguras sobre o tema, contribuindo para o esclarecimento da população e dos profissionais de saúde.

O que é a polilaminina?

A polilaminina (polylaminin; polyLM) é uma forma polimerizada da laminina, proteína estrutural da matriz extracelular com papel essencial na organização e no funcionamento do sistema nervoso. A laminina participa de processos como adesão celular, crescimento axonal, diferenciação neuronal e plasticidade neural.

A modificação físico-química que origina a polilaminina resulta em uma estrutura com propriedades biológicas específicas, atualmente investigadas como estratégia potencial para favorecer a regeneração neural.

O que sabemos até o momento?

Estudos pré-clínicos demonstram que a polilaminina pode estimular crescimento e migração neuronal em modelos experimentais in vitro. Em modelos animais de lesão medular, observaram-se crescimento axonal e melhora de desfechos motores em condições controladas de laboratório (Menezes et al., 2010).

No Brasil, a tecnologia encontra-se em fase inicial de investigação clínica, com autorização para estudo de Fase 1 em indivíduos com trauma raquimedular agudo (até 72 horas após a lesão).

Embora relatos preliminares mencionem possíveis efeitos positivos, ainda não há evidência clínica robusta que permita afirmar benefício terapêutico estabelecido. Trata-se, portanto, de uma abordagem promissora, porém em estágio inicial de validação científica.

Em que fase estão os estudos?

Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) autorizou o início de estudo clínico de fase 1, envolvendo cinco pacientes com lesões medulares agudas torácicas (T2–T10), com aplicação da substância em até 72 horas após o trauma.

É fundamental esclarecer que estudos de fase 1 têm como objetivo principal avaliar segurança e tolerabilidade, e não comprovar eficácia terapêutica. Esta etapa inicial busca responder se o procedimento é seguro para uso em humanos e quais são seus possíveis riscos.

Relatos preliminares divulgados pela mídia e por estudos exploratórios anteriores sugerem possíveis ganhos motores em alguns participantes. Entretanto, esses dados ainda são limitados, não controlados e insuficientes para afirmar benefício terapêutico estabelecido.

Aspecto regulatório

  • Até o presente momento, a polilaminina não possui registro sanitário nem autorização para comercialização ou uso terapêutico rotineiro no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
  • A substância encontra-se autorizada exclusivamente para uso em contexto de pesquisa clínica devidamente aprovado pelos órgãos regulatórios e comitês de ética competentes.
  • Qualquer utilização fora desse contexto não está respaldada por evidência científica consolidada nem por autorização regulatória vigente.

O que podemos esperar realisticamente?

A pesquisa em terapias regenerativas para lesão medular representa um avanço científico relevante e deve ser acompanhada com esperança responsável.

Caso estudos futuros confirmem segurança e eficácia, a polilaminina poderá contribuir para:

  • potencial aumento de recuperação neurológica;
  • melhoria de funções motoras e sensoriais;
  • ampliação da autonomia funcional;
  • novas perspectivas terapêuticas para lesões medulares agudas.

No entanto, é importante destacar:

  • ainda não há comprovação científica de cura ou reversão completa da lesão medular;
  • não existem evidências robustas de eficácia em lesões crônicas;
  • os resultados observados até o momento são preliminares e precisam ser confirmados em estudos maiores e controlados.

A importância da Fisioterapia Neurofuncional

Independentemente do desenvolvimento de terapias regenerativas, a reabilitação permanece componente central e indispensável do cuidado às pessoas com lesão medular.

A Fisioterapia Neurofuncional atua:

  • na prevenção de complicações secundárias;
  • no treinamento orientado a tarefas;
  • na recuperação e otimização da funcionalidade;
  • na promoção da participação social;
  • na modulação da plasticidade neural.

Mesmo nos protocolos experimentais envolvendo polilaminina, os participantes recebem acompanhamento de reabilitação. Assim, qualquer possível ganho funcional ocorre em um contexto integrado de cuidado, no qual a fisioterapia neurofuncional desempenha papel estruturante

Caso terapias biológicas venham a demonstrar eficácia em estudos futuros, sua aplicação estará sempre associada a programas de reabilitação sistematizados e baseados em evidências.

Sobre pacientes com lesão crônica

Até o momento, os estudos concentram-se em pacientes com lesão medular aguda. Não existem evidências científicas que comprovem eficácia da polilaminina em lesões crônicas.

É importante ressaltar que ausência de evidência não significa evidência de ausência de efeito. Contudo, qualquer extrapolação para populações com lesões crônicas permanece, neste momento, especulativa e não respaldada por dados científicos.

Plasticidade neural: um processo ao longo da vida

O conhecimento científico atual demonstra que a plasticidade neural não é um fenômeno restrito à fase aguda. O sistema nervoso mantém capacidade adaptativa ao longo de toda a vida, embora com características e magnitudes diferentes entre fases aguda e crônica.

Em lesões agudas, há maior janela biológica para reorganizações estruturais intensas. Em fases crônicas, a plasticidade ocorre de maneira distinta, frequentemente dependente de estímulos repetitivos, específicos e funcionalmente direcionados.

A fisioterapia neurofuncional fundamenta-se na neuroplasticidade, por meio de intervenção estruturada, intensiva, personalizada e orientada a objetivos funcionais, como descreve a RESOLUÇÃO COFFITO 562/2022.

Responsabilidade científica e comunicação ética

A divulgação de resultados preliminares deve ser conduzida com responsabilidade. Promessas de recuperação neurológica ou interpretações ampliadas de dados iniciais podem gerar falsas expectativas.

Até que estudos clínicos de fases posteriores — com amostras ampliadas, grupos controle e metodologia rigorosa — demonstrem segurança e eficácia consistentes, não há base científica para recomendação terapêutica rotineira.

O papel do fisioterapeuta é informar com clareza, basear-se em evidências e contribuir tecnicamente para a avaliação padronizada de desfechos funcionais em pesquisas clínicas, protegendo também a sociedade.

Conclusão

A polilaminina representa uma linha de investigação com plausibilidade biológica relevante e resultados experimentais encorajadores, especialmente no contexto de lesões medulares agudas.

Entretanto, ainda não há evidência clínica robusta que comprove sua eficácia terapêutica, tampouco registro sanitário que autorize seu uso assistencial no Brasil. Portanto, sua utilização deve permanecer restrita ao âmbito de pesquisa clínica devidamente autorizada pelos órgãos regulatórios competentes, respeitando princípios éticos, científicos e de segurança do paciente.

A Fisioterapia Neurofuncional permanece elemento central e indispensável no cuidado às pessoas com lesão medular, tanto na fase aguda quanto na crônica, sendo fundamental na promoção da funcionalidade, da autonomia e da qualidade de vida.

A ciência avança com esperança — mas também com método, prudência e responsabilidade. Caminhamos juntos levando evidência e informação de qualidade a todos.

Dra. Letícia Moraes de Aquino

Dra. Luanda André Collange 

Dra. Moana Cabral de Castro Mattos 

Dra. Sibele de Andrade Melo Knaut

Câmara Técnica de Fisioterapia Neurofuncional do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) 

Referências

Menezes, K. et al. Polylaminin restores neuronal migration and axonal growth and promotes functional recovery after spinal cord injury. FASEB Journal, 2010.

Revisão sobre biomateriais e regeneração medular. Experimental & Molecular Medicine / Nature, 2023.

Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos – RBR-9dfvgpm.

Ministério da Saúde / ANVISA. Comunicado oficial sobre autorização de estudo clínico de Fase 1 com polilaminina, 2026.

Abril Saúde. Polilaminina: por que notícias sobre melhoras devem ser lidas com cautela.

20 de fevereiro de 2026

Programa Você na CAP: prorrogado prazo para divulgação de resultados

A Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO) prorrogou para 2 de março de 2026 a divulgação dos resultados do Programa Você na CAP, inicialmente prevista para 20 de fevereiro.

A iniciativa pretende ampliar a participação cidadã de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na construção de proposições legislativas que fortaleçam, valorizem e aprimorem ambas as profissões no país.

Objetivos do Você na CAP

•⁠ ⁠Estimular a cidadania e a participação direta dos profissionais na formulação de políticas públicas;
•⁠ ⁠Recolher ideias que contribuam para o fortalecimento das profissões;
•⁠ ⁠Identificar demandas reais das categorias e transformá-las em iniciativas de advocacy político,
•⁠ ⁠Promover inovação, sustentabilidade profissional e avanços nas políticas públicas de saúde.

Em março, a CAP anunciará oficialmente as propostas escolhidas, e seus autores serão convidados a participar de uma ação institucional, em Brasília, em data a ser definida pela Comissão, com despesas financiadas pelo COFFITO.

A programação prevê a entrega formal da minuta legislativa elaborada com base na proposta apresentada.

Leia também:

COFFITO convida profissionais para participarem do Programa Você na CAP

14 de fevereiro de 2026

Carnaval 2026: Galo da Madrugada homenageia a psiquiatra Nise da Silveira e o terapeuta ocupacional Gonzaga Leal

Considerado o maior bloco de rua do mundo e ícone do Carnaval pernambucano, neste ano, o tradicional Galo da Madrugada homenageia a psiquiatra Nise da Silveira, reconhecida nacionalmente por sua trajetória revolucionária na saúde mental e pela promoção de práticas terapêuticas humanizadas e criativas.

Além da médica alagoana, o terapeuta ocupacional, produtor e artista Gonzaga Leal também recebe homenagens durante uma das festas mais aguardadas do ano no Brasil. Ele tem a sua trajetória profissional marcada pela utilização da arte como forma de inclusão e de cuidado.

Sobre o Galo da Madrugada, a escultura monumental e chamada de Galo Folião Fraterno é anualmente erguida na Ponte Duarte Coelho, no Centro Histórico de Recife, simbolizando fraternidade, afeto e compromisso social.

Galo Folião Fraterno, Recife | Foto: Marcos Pastich/Divulgação

Humanização na saúde mental

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) ressalta o legado de Nise da Silveira na promoção de práticas éticas e no trabalho de humanização na área da saúde mental. A autarquia enfatiza diariamente o compromisso com um cuidado que respeita a singularidade do sujeito e reconhece a potência terapêutica das ocupações significativas.

A terapeuta ocupacional e vice-presidente do COFFITO, Dra. Marianna Sousa, ressalta que “as ideias de Nise da Silveira influenciaram a prática da Terapia Ocupacional ao valorizar o sujeito além do diagnóstico, o uso da atividade com significado terapêutico e a humanização do cuidado em saúde mental, priorizando vínculo, criatividade e inclusão social”.

Sobre Nise da Silveira

Nise Magalhães da Silveira nasceu em 1905, em Maceió, e teve papel decisivo na transformação da psiquiatria no Brasil e no cenário internacional. Reconhecida por defender uma abordagem mais humana no cuidado em saúde mental, posicionou-se contra práticas agressivas comuns à época, como o eletrochoque, a lobotomia e o isolamento.

Foi uma das primeiras mulheres a concluir o curso de medicina no país e, a partir da década de 1940, tornou-se pioneira, ao incorporar atividades expressivas e criativas no tratamento de pessoas com transtornos psíquicos.

Sua atuação destacou-se especialmente pelo uso da arte como meio de expressão dos conflitos internos de seus pacientes, em especial pessoas com esquizofrenia, cujas produções ganharam reconhecimento e foram exibidas em diversos países.

Nise da Silveira foi importante para a consolidação da Terapia Ocupacional no Brasil. Ela demonstrou que a atividade humana é instrumento legítimo de cuidado.

Ao substituir práticas manicomiais por ateliês de expressão, convivência e produção simbólica, a psiquiatra evidenciou que o fazer organiza, estrutura e ressignifica a experiência psíquica, contribuindo para legitimar a ocupação como recurso terapêutico e fortalecendo as bases éticas e clínicas da Terapia Ocupacional contemporânea.

Inclusão social

Neste ano, a homenagem na capital recifense ganha forma na proposta “Arte e Afeto”, que envolve a participação de pessoas em situação de rua e em acompanhamento psiquiátrico na confecção de parte do figurino do Galo.

Com mais de 32 metros de altura e produzida com materiais sustentáveis, a obra também simboliza inclusão social e compromisso com a sustentabilidade.

A homenagem do Galo da Madrugada também se estende ao legado religioso e humanista do arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, um dos fundadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

No Carnaval 2026, a presença simbólica de Nise da Silveira, que, assim como Dom Hélder, morreu em 1999, amplia a visibilidade de sua luta e introduz na festa popular um convite ao respeito à diversidade humana, ressaltando também a relevância da Terapia Ocupacional e da arte como ferramenta de cuidado.

Fontes:

No Recife, Galo da Madrugada homenageia Dom Helder e Nise da Silveira

Galo Gigante 2026 celebra Dom Helder Câmara e Nise da Silveira com arte, inclusão, sustentabilidade e tecnologia

Leopoldo Nóbrega dá o primeiro Spoiler do projeto criativo da alegoria gigante do Galo da Ponte Duarte Coelho

Nise da Silveira: a mulher que revolucionou o tratamento mental por meio da arte

Nise da Silveira: quem foi a psiquiatra brasileira que foi pioneira no tratamento com artes

Crédito da imagem em destaque: Centro Cultural de Saúde/Ministério da Saúde

13 de fevereiro de 2026

Carnaval com saúde: orientações para uma folia segura e inclusiva

O Carnaval é um dos momentos mais aguardados do ano no Brasil. Para aproveitar a folia com responsabilidade, cuidado com o corpo e, também, com as pessoas da família que possuem necessidades específicas, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reuniu orientações de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais voltadas para a promoção do bem-estar e da inclusão.

A participação em blocos e desfiles exige esforço físico contínuo. Horas em pé, caminhadas longas e movimentos repetitivos podem sobrecarregar músculos e articulações, equivalente a uma atividade física intensa. Por isso, a preparação é fundamental. Antes de sair de casa, recomenda-se realizar aquecimento leve e alongamento para preparar o corpo.

Durante a festa, o uso de calçados confortáveis com bom amortecimento ajuda a reduzir o impacto nas articulações. Pausas curtas para descanso, atenção à postura e hidratação constante são medidas essenciais para prevenir cãibras, fadiga e dores. Após a folia, alongamentos, compressas frias e massagens leves podem auxiliar na recuperação muscular e diminuir desconfortos.

Inclusão e recomendações

Além disso, o Carnaval deve ser pensado de forma inclusiva, especialmente para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou sensibilidades sensoriais. Ambientes com música alta, multidões e muitos estímulos simultâneos podem provocar sobrecarga sensorial e estresse. A preparação antecipada é uma aliada importante: explicar previamente como será o evento, com o apoio de imagens ou vídeos, aumenta a previsibilidade e reduz a ansiedade.

Sempre que possível, é recomendável optar por blocos infantis ou espaços menos movimentados, além de levar abafadores de som, fones com redução de ruído ou óculos escuros para minimizar estímulos intensos. Para uma experiência mais segura e acolhedora, é importante permitir intervalos frequentes, manter flexibilidade quanto ao tempo de permanência e contar com um pequeno kit com água, lanches habituais ou objetos familiares.

Com orientação profissional e atenção às necessidades individuais, é possível vivenciar um Carnaval saudável, seguro e inclusivo, valorizando a saúde, o respeito às diferenças e o bem-estar de todos.

Fontes:

Carnaval: 8 dicas para uma folia mais segura para crianças autistas

Fisioterapeuta dá dicas de como se preparar para a maratona do Carnaval

Vai pular Carnaval? Crer dá dicas para aproveitar a folia sem lesões

13 de fevereiro de 2026

Conselhos Federais protegem o direito à saúde dos brasileiros

A atuação dos conselhos profissionais de fiscalização, especialmente os Conselhos Federais da área da saúde, está diretamente relacionada à proteção da sociedade. Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), assegurar à população atendimento de qualidade e com responsabilidade deve ser um dos principais norteadores do trabalho realizado pelas autarquias tanto em âmbito nacional como regional.

De acordo com o presidente do COFFITO, Dr. Sandroval Torres, é preciso garantir não apenas que profissionais habilitados atuem na área da saúde, mas, também, que as práticas adotadas sigam padrões técnicos rigorosos. “Seremos incansáveis na busca por fomentar, traçar e trilhar uma estrada segura para que os nossos profissionais possam fazer o que sabem fazer de melhor: a promoção de saúde no cidadão brasileiro”, disse.

Coordenador do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS) e diretor-secretário do COFFITO, Dr. Vinícius Mendoça declarou que a atuação do FCFAS, por exemplo, “está pautada pela defesa da qualidade da saúde, da valorização de todas as categorias profissionais regulamentadas e, principalmente, pelo compromisso com a sociedade”.

Direito fundamental

Em artigo publicado recentemente pelo chefe da Procuradoria Jurídica do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 11ª Região (CREFITO-11), Dr. Luiz Carlos Santos Junior, o autor escreveu “que os conselhos profissionais de saúde contribuem para o fortalecimento dos mecanismos de controle social e para a democratização das políticas públicas”.

Dr. Luiz Carlos lembrou que “a saúde é um direito fundamental, de caráter programático e eficácia limitada, requerendo a intervenção do poder legislativo infraconstitucional para que o direito alcance a sua eficácia plena, por meio de prestação positiva por parte do Estado”.

Nesse sentido, os Conselhos Federais têm o compromisso com o(a):

·         Controle ético e técnico-profissional;

·         Proteção contra maus profissionais;

·         Atendimento responsável e de qualidade,

·         Busca por atuação com padrões técnicos rigorosos.

O COFFITO reafirma o seu papel na liderança de temas que garantem a segurança técnica do exercício profissional e o crescimento das profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional no cenário nacional.

Fontes:

O papel dos Conselhos de Fiscalização Profissional e sua importância para a sociedade

Importância dos conselhos federais na garantia do direito à saúde

11 de fevereiro de 2026

CREFITO-12 sedia 9.º Fórum Itinerante do Sistema COFFITO/CREFITOs, em Belém

Nesta quarta-feira (11/2), o presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), Dr. Sandroval Torres, abriu a nona edição do Fórum Itinerante de Gestão, Boas Práticas e Integração do Sistema COFFITO/CREFITOs, sediado pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 12ª Região (CREFITO-12), em Belém.

Também conduzido pela presidente do CREFITO-12, Dra. Elineth Braga, o encontro na capital paraense marcou a retomada das atividades deste ano do projeto itinerante, que reúne presidentes, diretores e outras lideranças das autarquias federal e regionais para debater pautas estratégicas, inclusive o piso salarial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

“O Fórum Itinerante é uma iniciativa do Conselho Federal em conjunto com os Conselhos Regionais, visando aprimorar nossas conversas e alinhar nossos objetivos”, explicou o Dr. Sandroval.

A vice-presidente do COFFITO, Dra. Marianna Sousa, participou da reunião, cujo objetivo é consolidar o diálogo e a integração entre os conselhos para o fortalecimento das categorias em todo o país.

Esses encontros têm se firmado como um importante espaço de diálogo, planejamento e construção coletiva no âmbito do Sistema COFFITO/CREFITOs.

Ao percorrer diferentes capitais brasileiras, a iniciativa aproxima as realidades regionais, amplia a escuta ativa e fortalece a atuação integrada em defesa das profissões no Brasil.

Leia também:

CREFITO-3 sedia 8ª edição do Fórum Itinerante do Sistema COFFITO/CREFITOs

Foto: Divulgação/Crefito-12

10 de fevereiro de 2026

Fantástico: Fisioterapia é fundamental para recuperação de sobrevivente a incêndio no Paraná

A advogada Juliane Suellem Vieira dos Reis, de 29 anos, que sobreviveu a um incêndio de grandes proporções e teve 63% do corpo queimado, falou sobre o que aconteceu no dia 15 de outubro de 2025. Ela ficou nacionalmente conhecida após salvar a mãe e o primo de apartamento em chamas, em Cascavel, no Paraná.

Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, edição do último domingo (8/2), Juliane Vieira relatou os desafios enfrentados durante a internação hospitalar e destacou o papel fundamental da Fisioterapia em seu processo de recuperação.

Para o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), esse reconhecimento reforça a importância da Fisioterapia na assistência à saúde, especialmente em processos complexos de reabilitação como o da advogada, nos quais o cuidado especializado faz toda a diferença na reconstrução da vida do paciente. “Com a fisioterapia diária, eu estou retomando os meus movimentos, aos poucos”, afirmou Juliane.

Em casos de grandes queimaduras, a atuação precoce da Fisioterapia é crucial para prevenir complicações, como retrações cicatriciais, rigidez muscular e perda de funcionalidade, além de auxiliar na recuperação da capacidade respiratória, frequentemente afetada nesses quadros.

A reabilitação de pacientes queimados exige uma abordagem especializada e contínua, integrada a uma equipe multiprofissional.

Nesse sentido, o COFFITO reafirma a importância dos fisioterapeutas, os quais atuam diretamente na melhoria da qualidade de vida e na reintegração do paciente às atividades sociais e profissionais.

Fontes:

Advogada que sobreviveu a incêndio com queimaduras em 63% do corpo fala sobre recuperação e próximos passos

‘A pele coça, sinto muito calor’, diz advogada que teve 63% do corpo queimado em incêndio no Paraná

Foto: Reprodução/TV Globo

9 de fevereiro de 2026

COFFITO e CREFITO-15 discutem déficit de professores de Terapia Ocupacional na Universidade Federal do Espírito Santo

Nesta segunda-feira (9/2), em Vitória, integrantes do Sistema COFFITO/CREFITOs reuniram-se com o senador Fabiano Contarato (PT-ES) e a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional, Dra. Giovanna Bardi. O encontro, realizado por iniciativa do Departamento de Terapia Ocupacional da instituição, teve como prioridade discutir o déficit do corpo docente e as necessidades da graduação na universidade.

Na ocasião, a conselheira federal e terapeuta ocupacional Dra. Eliânia Pereira representou o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).

O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 15ª Região (CREFITO-15), Dr. Carlos Costa, e o chefe da Procuradoria Jurídica da autarquia regional, Dr. Lênio Filho, participaram do encontro, que também contou com a presença da estudante universitária Roberta Sommer Bellos, do Centro Acadêmico de Terapia Ocupacional.

Na semana passada, reportagem exibida pelo Bom Dia ES, da TV Gazeta, afiliada oficial da TV Globo no Espírito Santo, apresentou os problemas relacionados à falta de professores no curso de Terapia Ocupacional da Ufes. Atualmente, a faculdade tem 13 docentes efetivos, o que é considerado insuficiente para atender às demandas dos alunos em formação.

Ainda na reunião desta segunda, os participantes conversaram sobre a tramitação do Projeto de Lei n.º 3.204/2019, que atualiza o exercício da Fisioterapia e está atualmente sob a relatoria do senador Contarato.

6 de fevereiro de 2026

COFFITO conquista avanço inédito na Política Nacional de Cuidados Paliativos

O Grupo de Trabalho (GT) de Cuidados Paliativos do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) alcançou uma conquista com a atualização da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP). A nova diretriz promoveu um avanço ao flexibilizar a composição das equipes de apoio assistencial, garantindo a inclusão de outras categorias profissionais, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, essenciais no cuidado às pessoas que convivem com doenças que ameaçam a vida.

Para a terapeuta ocupacional e integrante do GT, Dra. Janaína Nascimento, a mudança representa uma oportunidade estratégica de “demarcar e fortalecer a presença dessas categorias nas equipes de cuidados paliativos, ampliando o cuidado integrado no âmbito da Rede de Atenção à Saúde”.

Ética e valorização da vida

A PNCP está fundamentada em princípios éticos e humanitários, como a valorização da vida, o respeito à autonomia da pessoa cuidada, a garantia de assistência ao longo de todo o ciclo de vida e a abordagem integral do sofrimento. A política também prioriza a comunicação empática e orienta a prática assistencial no sentido de evitar intervenções desproporcionais que prolonguem artificialmente o processo de morrer.

Diante desse cenário, em nome do GT de Cuidados Paliativos, a Dra. Janaína destaca que ainda há um caminho de trabalho pela frente, mas, “sem dúvida, este é um avanço que merece ser reconhecido”.

Nesse contexto, a possibilidade de integração de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais às equipes de cuidados paliativos representa um avanço importante para a efetivação do cuidado integral, reforçando a atuação dessas categorias no sistema de saúde brasileiro.

As intervenções terapêutico-ocupacionais e fisioterapêuticas em cuidados paliativos são amplamente reconhecidas por favorecerem a autonomia e a independência, bem como pelo manejo da dor e de outros sintomas, além de qualificarem o cuidado ao longo do curso de doenças que ameaçam a vida.

Leia também:

Ministério da Saúde nomeia fisioterapeuta para Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar

GT/COFFITO reafirma importância de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais no acesso universal aos cuidados paliativos

5 de fevereiro de 2026

CBDF fortalece diagnóstico fisioterapêutico e qualifica assistência

A Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) consiste em um sistema padronizado de nomenclaturas e códigos diagnósticos que permite ao fisioterapeuta identificar, descrever e registrar, de forma clara e uniforme em todo o território nacional, as condições cinético-funcionais dos pacientes.

Disponível em formato eletrônico e instituída pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) em 2022, a CBDF é o padrão oficial para o estabelecimento do diagnóstico fisioterapêutico, fundamentando a definição da pertinência do atendimento, a estimativa de prognóstico, o planejamento terapêutico e a continuidade do cuidado.

Classificação de doenças

O COFFITO ressalta que, com base na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), estabelece-se o diagnóstico nosológico que orienta intervenções clínicas ou cirúrgicas e estrutura todo o processo assistencial, incluindo registros, fluxos de cuidado e modelos de remuneração.

Conhecida internacionalmente como International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (ICD), a CID é amplamente utilizada para classificar doenças, sinais, sintomas, queixas, circunstâncias sociais e causas de agravos à saúde.

Historicamente, é difícil imaginar o funcionamento da medicina sem um sistema diagnóstico padronizado. Nessa perspectiva, as demais áreas da saúde também dependem de definições diagnósticas próprias – sejam elas nutricionais, fonoaudiológicas ou funcionais – para orientar o cuidado, garantir qualidade assistencial e assegurar reconhecimento técnico-profissional.

Modelo assistencial e prática clínica

A CBDF tem como objetivo identificar e classificar as condições relacionadas ao movimento humano e à funcionalidade, dimensionando:

  • Deficiências;
  • Limitações de mobilidade;
  • Restrições à participação social;
  • Respostas funcionais às demandas da vida diária.

Alinhada à Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), da Organização Mundial da Saúde (OMS), a CBDF adota o modelo biopsicossocial de cuidado, ampliando a compreensão da saúde para além da doença e incorporando o impacto funcional das condições de saúde na vida das pessoas.

Na prática assistencial e na organização do cuidado, a CBDF:

  • Padroniza a linguagem diagnóstica da Fisioterapia;
  • Norteia a definição de objetivos terapêuticos;
  • Permite estimar o prognóstico fisioterapêutico;
  • Qualifica os registros clínicos e a comunicação interprofissional;
  • Favorece a integração da Fisioterapia às políticas públicas de saúde e aos sistemas de informação em saúde.

Com a CBDF, o COFFITO fortalece o processo assistencial e reafirma o diagnóstico fisioterapêutico como requisito para a atuação profissional e ato privativo do fisioterapeuta. Além disso, amplia a segurança técnica, qualifica a prática profissional e contribui para um cuidado mais integrado, resolutivo e orientado ao domínio profissional específico.

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