22 de agosto de 2025

COFFITO recebe apoio da vice-presidência da Câmara contra EaD na saúde

Para resguardar a qualidade da formação profissional e a segurança da população, a Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO) segue atuante no Congresso Nacional e em conversas com representantes do Governo Federal sobre o novo marco regulatório dos cursos de graduação da área da saúde na modalidade a distância.

Na última quarta-feira (20/8), integrantes da CAP reuniram-se com o deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ), vice-presidente da Câmara dos Deputados.  O parlamentar posicionou-se contra a Educação a Distância (EaD) nas áreas da saúde. “Estamos à inteira disposição para fazer o melhor para o Brasil, o melhor para as pessoas. EaD na Fisioterapia e na Terapia Ocupacional, não cabe”, afirmou.

De acordo com Dr. Renato de Paula, um dos integrantes da CAP que participaram do encontro com o deputado, a ideia do Sistema COFFITO/CREFITOs é reverter o Decreto nº 12.456/25 do Executivo federal, que instituiu a semipresencialidade, por exemplo, nos cursos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Ainda nesta semana, a CAP reuniu-se, também, com o titular da Secretaria de Assuntos Parlamentares do Governo Federal, André Ceciliano, para falar sobre o posicionamento do COFFITO em relação ao EaD.

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Foto: Roque de Sá/Agência Senado

19 de agosto de 2025

“Na Saúde, Todos Importam”: COFFITO discute ações pela igualdade de tratamento entre profissionais de saúde

Para discutir o combate à discriminação no contexto da campanha “Na Saúde, Todos Importam”, representantes do Sistema COFFITO/CREFITOs reuniram-se com o deputado federal Kim Kataguiri (União-SP), na segunda-feira (18/8), em São Paulo. De acordo com Dr. Silano Barros, coordenador da Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO), a ideia é buscar apoio no Congresso Nacional para que todos levem adiante essa pauta.

O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (CREFITO-2), Dr. Wilen Heil e Silva, e os conselheiros Dr. Carlos Pereira e Dr. Leonardo Fonseca também participaram do encontro com o parlamentar. A Dra. Renata Mazetti representou o CREFITO-3.

Kim Kataguiri comprometeu-se com a campanha e reconheceu a importância de dar visibilidade nacional à causa. “Vocês podem contar comigo para levar em frente essa luta para acabarmos com qualquer tipo de diferenciação de tratamento dentro dos hospitais, para todos os profissionais de saúde, não apenas fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais”, disse.

Campanha

De iniciativa do CREFITO-2 e lançada pelos Conselhos de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, a campanha “Na Saúde, Todos Importam” tem o objetivo de garantir a igualdade de tratamento e respeito para todos os trabalhadores da saúde. Além disso, visa combater a discriminação e valorizar cada categoria profissional nos serviços de saúde no Brasil.

Para o Sistema COFFITO/CREFITOs, o principal intuito é fortalecer a atuação conjunta das diversas categorias profissionais e conscientizar a população brasileira sobre a necessidade e a importância de cada área de atuação, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

15 de agosto de 2025

Dia da Gestante: fisioterapeutas nos serviços de saúde da mulher são essenciais

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reafirma, neste Dia da Gestante (15/8), o seu compromisso com a saúde e em defesa das prerrogativas de ambas as profissões. Nesse sentido, o monitoramento de propostas legislativas e a participação em debates no Congresso Nacional são algumas das iniciativas da Comissão de Ações Políticas (CAP) da autarquia federal, por exemplo, destinadas à melhoria e à ampliação do atendimento à mulher nas redes públicas e privadas de saúde.

Na última quarta-feira (13), integrantes da CAP acompanharam audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, que discutiu a inserção de doulas na Rede Alyne do Ministério da Saúde como forma de cuidado às gestantes e puérperas.

Fisioterapeutas nas maternidades

A convite da CAP, a fisioterapeuta e diretora de Comunicações da Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (Abrafism), Dra. Mariana Cecchi Salata, participou da discussão e lembrou que, assim como associações estão lutando pela inserção de doulas nos serviços de saúde da mulher, atualmente tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 4.631/2024, de autoria da deputada federal Iza Arruda (MDB-PE). O PL assegura a assistência de equipes especializadas multidisciplinares, com a presença de fisioterapeutas nos serviços de saúde onde o parto for realizado.

“Essa luta de inserção das doulas, não apenas em sala de parto, mas em todo o acompanhamento do ciclo gravídico puerperal, é uma luta que também vivenciamos dentro da profissão [de Fisioterapia]. Já temos em alguns municípios e estados a inserção de fisioterapeutas 24 horas nas maternidades”, comemorou. 

Dra. Mariana falou, ainda, sobre alguns pontos de intersecção entre a atuação das doulas e dos fisioterapeutas no atendimento à mulher. “Nós queremos uma atuação interprofissional, precisamos trabalhar em equipe. O nosso compromisso é junto com essa equipe interprofissional, centrado no protagonismo da mulher”, afirmou.

Campanha da Abrafism

Nos últimos anos, a Abrafism realizou a campanha “Por mais fisioterapeutas nas maternidades”. Para falar sobre os resultados alcançados, a Associação publicou um livro eletrônico que descreve as conquistas da iniciativa, de agosto de 2020 a julho de 2023. Para acessar o e-book, clique.

Na audiência pública, inicialmente presidida pela deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP), também participaram das discussões representantes de entidades governamentais, não governamentais e associações em defesa das doulas, além de Dr. Lucas Bittencourt e Dr. Juliano Tibola, membros da CAP.

15 de agosto de 2025

CAP/COFFITO discute inclusão de pessoas com TEA no mercado de trabalho

Quais medidas podem ser adotadas para que pessoas neurodivergentes sintam-se acolhidas e seguras no ambiente de trabalho? Quais ações concretas empresas e instituições públicas podem executar para favorecer seu desenvolvimento profissional e bem-estar? Essas e outras questões fizeram parte do debate promovido pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (13/8), durante audiência pública.

Integrantes da Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO) participaram da audiência sobre a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no mercado de trabalho. O conselheiro federal e membro da CAP, Dr. Lucas Bittencourt, reforçou que terapeutas ocupacionais são profissionais preparados e melhor indicados para realizar, por exemplo, adaptação e adequação de pessoas autistas no ambiente laboral.

“Quem é o melhor profissional para trabalhar adaptação e adequação? O terapeuta ocupacional. [Ele] já trabalha no contexto escolar, na adequação de uma sala de aula, na adaptação de uma escola e na adequação dos professores para lidarem com crianças dentro do espectro autista”, defendeu Dr. Lucas Bittencourt. Além disso, ele lembrou que políticas públicas são fundamentais para assegurar o atendimento a pessoas com TEA, inclusive no serviço público.

Censo IBGE

De acordo com o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA em todo o país, o que representa 1,2% da população no Brasil. Por exemplo, entre os grupos por idade, verificou-se que 1,1 milhão de crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos têm autismo. Os percentuais que indicam outras faixas etárias oscilaram entre 0,8% e 1,0%.

Na audiência pública, além de Dr. Lucas Bittencourt e Dr. Juliano Tibola, membros da CAP, participaram das discussões representantes de entidades governamentais e de associações, bem como pessoas autistas diagnosticadas na vida adulta. O deputado federal João Daniel (PT-SE) presidiu os debates.

13 de agosto de 2025

Audiência na Câmara: terapeutas ocupacionais na educação de crianças e adolescentes com TEA

A ampliação da presença de terapeutas ocupacionais nas escolas, especialmente para o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi uma das questões defendidas na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (12/8), por integrantes da Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO).

Em audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, presidida pelo deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), parlamentares e convidados discutiram o índice de autismo no Brasil, de acordo com o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que identificou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA em todo o país.

Membro da CAP e terapeuta ocupacional, Dra. Jeanne Santiago reafirmou o papel das políticas públicas na ampliação e na garantia de profissionais qualificados para a educação inclusiva, a fim de melhor atender crianças e adolescentes autistas.

“O terapeuta ocupacional é o único profissional habilitado para trabalhar nas atividades de vida diária e nas atividades instrumentais de vida diária, que são as atividades laborais. É ele quem vai adaptar o ambiente escolar, vai dar apoio às equipes e aos gestores”, afirmou.

Segundo Dra. Jeanne, é preciso qualificar os profissionais cada vez mais. Para isso, ela defendeu a ampliação de cursos de Terapia Ocupacional no Brasil, na modalidade presencial, e políticas públicas direcionadas às mães atípicas. “Quanto mais elas são cuidadas, melhor elas vão cuidar. Elas estão sobrecarregadas em diversos aspectos”, disse.

Contexto escolar

A Resolução COFFITO nº 500/2018 reconhece e disciplina a especialidade de Terapia Ocupacional no Contexto Escolar. Dessa forma, o profissional que atua nessa área promove inclusão e autonomia dos estudantes, facilitando sua participação nas atividades educacionais.

O público-alvo são alunos com necessidades relacionadas à coordenação motora, com disfunção neuromotora ou com múltipla deficiência. Nesse caso, o terapeuta ocupacional atua para desenvolver habilidades motoras, cognitivas e sociais no âmbito escolar.

Para conhecer as outras especialidades da Terapia Ocupacional reconhecidas pelo COFFITO, acesse.

A audiência pública na Câmara dos Deputados contou com a presença de convidados dos ministérios da Educação, da Saúde e dos Direitos Humanos e da Cidadania, assim como do IBGE e do Movimento Orgulho Autista Brasil (MOAB), entre outros.

12 de agosto de 2025

CAP/COFFITO defende maior rigor contra agressões a profissionais da saúde

Quais as consequências para quem sofre agressões, xingamentos e até ameaças de morte no seu ambiente de trabalho? O que mostram pesquisas sobre violência contra profissionais da saúde? No último domingo (10/8), reportagem especial do Fantástico exibiu depoimentos de profissionais que foram vítimas desses tipos de violência. Não por acaso, esse é um dos temas prioritários da Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO).

“O trabalhador da saúde já sofre por lidar com a dor e as limitações de seus pacientes e familiares. A sua integridade física e mental precisa ser respeitada e protegida por leis rigorosas que garantam o seu exercício, porque nem sempre a resposta que o usuário [do serviço de saúde] quer ouvir é a realidade que o profissional precisa transmitir”, afirma o conselheiro federal e membro da CAP, Dr. Gláucio Roberto.

Ele cita, por exemplo, o Projeto de Lei nº 6.749/2016, que atualmente tramita no Senado Federal. O PL altera o Código Penal, a fim de tipificar de forma mais gravosa os crimes de homicídio, contra a honra, lesão corporal, ameaça e desacato, quando cometidos contra profissionais da saúde no exercício de sua profissão, entre outros.  

Segundo o integrante da CAP, a proposta legislativa é importante para fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e demais categorias profissionais da saúde. “Tornar lei o PL 6.749/2016 é mais do que uma proteção ao fisioterapeuta e terapeuta ocupacional”, diz Dr. Gláucio Roberto. Ele acrescenta que o projeto de lei reconhece a necessidade de proteção àqueles que constroem a saúde pública brasileira.

Pesquisas

Em fevereiro deste ano, a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn Nacional) divulgou em seu site oficial que, aproximadamente, 70% dos profissionais de enfermagem no Brasil já sofreram algum tipo de violência no exercício profissional. Esse dado é do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), publicado em outubro de 2024.

Levantamentos do Conselho Federal de Medicina (CFM) também apontam relatos preocupantes: o estado de São Paulo, por exemplo, lidera os casos de agressão a médicos, com 832 boletins de ocorrência registrados no ano passado, seguido do Paraná (767) e de Minas Gerais (460).

Dr. Gláucio lembra, ainda, que estudos científicos comprovam que a ação de cuidar de alguém pode gerar adoecimento, e o cuidado já é inerente aos profissionais da saúde. Assim, é necessário haver dispositivos legais que permitam a esses trabalhadores o cumprimento do exercício profissional.

Nesse caso, a aprovação do PL 6.749/2016 possibilitaria mais cuidado aos profissionais, especialmente a sua saúde mental.  Para o conselheiro federal, eles trabalhariam “com a segurança necessária, garantindo, inclusive, a qualidade de seus serviços, sem que haja interferências externas em suas condutas e tomadas de decisões”.  

Fontes:

Chega de violência contra a Enfermagem: ABEn defende medidas para proteger profissionais

Xingamentos, agressões e até ameaças de morte: profissionais da saúde denunciam rotina de violência

Violência contra médicos sobe 68% em dez anos; enfermeiros também são vítimas: ‘Trabalho com medo de ser o próximo esfaqueado’

Foto: Pierre Triboli/Câmara dos Deputados

1 de agosto de 2025

CAP reafirma atuação do COFFITO como ator de políticas públicas

A Comissão de Ações Políticas (CAP) do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) é responsável por avanços significativos para ambas as categorias profissionais. Nesta quinta-feira (31/7), na reunião semestral da CAP, em Brasília, o coordenador Dr. Silano Barros reafirmou o “trabalho permanente e atento” realizado pelos membros da Comissão no primeiro semestre de 2025.

Segundo Dr. Silano, essa atuação contribuiu, por exemplo, para a celeridade na aprovação do Projeto de Lei nº 988/2015, que estabelece o piso salarial nacional para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. O PL foi aprovado em todas as comissões da Câmara dos Deputados. O texto voltou para análise do Senado Federal.

Na abertura do encontro, o presidente da autarquia, Dr. Sandroval Torres, destacou que “a CAP tem um papel fundamental” no acompanhamento, na articulação e na aprovação das inúmeras pautas políticas, como o próprio piso e o debate sobre a regulamentação da Educação a Distância (EaD).

Além disso, as parcerias firmadas com o Instituto de Relações Governamentais (Irelgov) e a Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) também fortalecem a CAP/COFFITO como ator e fomentador de políticas públicas.

Vice-presidente do COFFITO, terapeuta ocupacional e a mais nova integrante da CAP, Dra. Marianna Sousa apresentou proposta de formação de lideranças para os terapeutas ocupacionais, com o objetivo de “qualificar ainda mais os profissionais que atuam na Comissão”, tanto em âmbito federal como regional.

Atuação permanente e contínua

Na reunião, a coordenação da CAP fez um balanço das atividades referentes ao primeiro semestre deste ano. Além do acompanhamento contínuo de 530 propostas legislativas no Congresso Nacional, com plantões realizados pelos membros da Comissão, houve capacitações nos CREFITOs para integrantes da CAP, entre outras atividades. “Nessas capacitações, reforçamos o compromisso do Sistema COFFITO/CREFITOs como ator de políticas públicas”, disse o Dr. Silano Barros.

Para capacitar os 50 fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que compõem a CAP, o encontro teve a participação online de Bruno Bondarovsky, fundador da Central das Emendas, que apresentou o tema “Emendas Parlamentares na Área da Saúde”. A ideia foi prover a Comissão de Ações Políticas de conhecimentos, a fim de que a experiência do palestrante ajude a aperfeiçoar as atividades de articulação política e fiscalização, que são contínuas e permanentes.

Bondarovsky é engenheiro de computação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e mestre em Liderança e Gestão Pública (MLG) pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com módulo internacional na Harvard Kennedy School. Ele lidera a plataforma que integra dados públicos para fortalecer o trabalho conjunto entre a sociedade civil, a mídia e a academia, promovendo transparência no uso das emendas parlamentares — metade das quais, por lei, deve ser destinada à saúde.

25 de julho de 2025

CAP/COFFITO propõe melhores condições de descanso no trabalho para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

Nesta semana, a Comissão de Ações Políticas (CAP) do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) apresentou à deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), no escritório da parlamentar em Salvador, um projeto de lei que prevê, além da garantia do direito ao descanso dos profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a adequação dos ambientes de trabalho.

De acordo com o membro da CAP/COFFITO, Dr. Gustavo Vieira, a melhoria proposta considera conforto térmico e acústico, além de estrutura mínima para repouso, alimentação e higiene pessoal, “assegurando dignidade no exercício profissional e qualidade na assistência prestada à população”.

Para Alice Portugal, que se comprometeu com a tramitação do PL na Câmara dos Deputados, logo após o recesso parlamentar do Congresso Nacional, “o projeto de lei é justo, necessário, e preserva a saúde do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional”.

A CAP/COFFITO tem se empenhado em ouvir as categorias da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, com o objetivo de identificar dificuldades, carências e oportunidades de melhoria na qualidade dos serviços prestados à sociedade.

Nesse sentido, em diálogo direto com representantes sindicais de todo o país, a CAP Propositiva do COFFITO tomou conhecimento de uma pesquisa conduzida pelos Sindicatos dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais (SINFITOs) de diferentes estados. O estudo identificou um problema recorrente: os múltiplos vínculos de trabalho e a inexistência de espaços adequados para o repouso durante os plantões noturnos.

Dr. Gustavo Vieira adverte que a ausência de condições apropriadas para o descanso compromete não apenas a saúde dos profissionais, mas também a segurança dos pacientes por eles atendidos. Além disso, a exaustão física decorrente das longas jornadas, aliada à falta de estrutura mínima para repouso, está associada à redução do discernimento e ao aumento do risco de falhas por parte dos profissionais da saúde.

11 de julho de 2025

Lei de Inclusão: 10 anos promovendo autonomia com fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

O reconhecimento dos direitos da pessoa com deficiência, especialmente em relação à saúde, é um avanço histórico para a sociedade brasileira. Por isso mesmo, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) participou do Encontro Parlamentar em Celebração aos 10 Anos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em Brasília, nos dias 10 e 11 de julho.

A ministra substituta Janine Mello afirmou que “o decênio da LBI foi atravessado por políticas públicas intersetoriais”. Nessa mesma perspectiva, a titular da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD/MDHC), Anna Paula Feminella, acrescentou que a efetivação da LBI requer junção de esforços de gestores públicos, legisladores, Judiciário e sociedade civil. “A LBI veio para consolidar a participação social das pessoas com deficiência”, disse.

De acordo com o diretor de Relações Institucionais da pasta, Antonio José do Nascimento Ferreira, a atuação conjunta do Sistema COFFITO/CREFITOs na trajetória de luta em defesa das pessoas com deficiência é essencial para a inclusão. Ele lembrou que os conselhos são entidades parceiras, pois, “neste coletivo, estão os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, que são profissionais fundamentais para a reabilitação da pessoa com deficiência, para que ela possa ter plena inclusão na sociedade”.

CAP

Membro da Comissão de Ações Políticas (CAP) do COFFITO, Dr. Lucas Bittencourt representou a autarquia no evento. Segundo ele, a Lei nº 13.146/2015, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, é “um marco histórico na promoção de direitos e dignidade para pessoas com deficiência”.

O conselheiro federal acrescentou que, na Fisioterapia, “a LBI fortaleceu o acesso à reabilitação funcional e garantiu a presença do fisioterapeuta em diferentes níveis de atenção da saúde, promovendo autonomia e qualidade de vida”. Mas, segundo ele, para assegurar maior inserção da pessoa com deficiência em políticas públicas, os laudos elaborados por fisioterapeutas devem ser aceitos, por exemplo, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), a fim de facilitar o acesso da pessoa com deficiência.

Em relação à Terapia Ocupacional, Dr. Lucas mencionou que a LBI ampliou o reconhecimento da atuação voltada à inclusão social, escolar e profissional, “valorizando o protagonismo das pessoas com deficiência em todas as esferas da vida”. Isso porque, no contexto escolar, os terapeutas ocupacionais dão suporte, auxílio e promovem qualidade de vida.

O fisioterapeuta comentou a relevância do trabalho que a CAP tem realizado, principalmente nos últimos 12 meses, em relação às ações de acompanhamento no Congresso Nacional para a construção de políticas públicas efetivas.

Desafios

Na avaliação de Dr. Renato de Paula, membro da CAP do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (CREFITO-2), estes 10 anos de comemoração também são de reflexão sobre alguns desafios. Um deles tem a ver com a “escassez de formação específica na área de saúde sobre doenças raras”. Nesse sentido, há uma série de lacunas e dificuldades que afetam o atendimento e a qualidade de vida das pessoas com doenças raras no Brasil.

O representante da CAP lembrou, ainda, que “o esporte é uma das principais ferramentas de manutenção da função do ser humano”. Nesse sentido, a atuação dos profissionais da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional é imprescindível. “Nós, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, somos a ponte entre a deficiência e a função”, disse.

Além da ministra substituta Janine Mello e da secretária nacional Anna Paula, compuseram a mesa de abertura os deputados federais Duarte Jr. (PSB-MA) e Erika Kokay (PT-DF), assim como a representante da Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Rede In) no Observatório dos DH do Poder Judiciário, Ana Cláudia Mendes de Figueiredo, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Adriano Pinto de Miranda.

Fontes:

Encontro parlamentar celebra 10 anos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) nesta quinta e sexta-feira (10 e 11)

Celebração dos 10 anos da LBI – 1º dia

Celebração dos 10 anos da LBI – 2º dia

10 de julho de 2025

COFFITO destaca papel da Fisioterapia e Terapia Ocupacional na prevenção de quedas em idosos

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil possui cerca de 32 milhões de idosos, de acordo com o Censo 2022. Sobre a população 60+, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados promoveu, nesta quarta-feira (9/7), o seminário “Medidas para prevenir casos de queda acidental de pessoas idosas”, com a participação do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).

Para discutir a atuação dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na prevenção de quedas nessa faixa etária, o conselheiro federal Dr. Lucas Bittencourt, fisioterapeuta membro da Comissão de Ações Políticas (CAP) do COFFITO e pós-graduado em Gerontologia, explicou a relevância do trabalho preventivo e interdisciplinar. Ele lembrou que “a hospitalização gera um impacto emocional muito grande na vida do idoso”, assim como gastos para o poder público.

De acordo com o representante do COFFITO, além do impacto emocional causado pelas internações hospitalares, algumas consequências das quedas são “o isolamento social e a perda de independência nas atividades do dia a dia da pessoa idosa”. Nesse caso, ele acrescentou que a falta de autonomia decorre do comprometimento da mobilidade e da capacidade funcional.

Atuação preventiva

Dr. Lucas Bittencourt explicou que a atuação preventiva da Fisioterapia é baseada em movimento. Nesse sentido, o profissional fisioterapeuta realiza, por exemplo, avaliações funcionais, exercícios terapêuticos, educação em saúde e reabilitação pós-queda. Já o trabalho de prevenção realizado pela Terapia Ocupacional baseia-se no ambiente.

Desse modo, na avaliação ambiental, os terapeutas ocupacionais podem analisar riscos domiciliares; além disso, fazem reorganização funcional e ambiental, com recomendação de dispositivos assistivos, assim como promovem autonomia por meio de treinos AVDs (Atividades da Vida Diária) e AVPs (Atividades da Vida Prática). O especialista reforçou a responsabilidade coletiva e direta dos profissionais da saúde.

Além do COFFITO, o seminário reuniu representantes de órgãos do Governo Federal, como o Ministério da Saúde, e outras organizações e entidades nacionais e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O encontro atendeu a um requerimento dos deputados Luiz Couto (PT-PB), Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) e Geraldo Resende (PSDB-MS).

Em junho de 2025, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa aprovou na Câmara a Política Nacional de Prevenção de Quedas em Pessoas Idosas (PNPQPI), prevista no Projeto de Lei nº 4.376/2024.

Para assistir à íntegra do seminário, acesse

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Fontes:

Seminário debate medidas para prevenir quedas acidentais de idosos

Censo 2022: número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 57,4% em 12 anos