28 de novembro de 2025

COP30: Fisioterapia e Terapia Ocupacional reforçam pauta da saúde em debate global

Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), realizada no mês de novembro em Belém, a Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO) participou da programação na capital paraense entre os dias 12 e 14. Pela primeira vez, a Conferência-Quadro das Nações Unidas dedicou uma pauta exclusiva ao tema da saúde, reconhecendo-o como assunto estratégico no debate climático global.

A COP30 destacou como os eventos extremos, as doenças infecciosas e as desigualdades territoriais pressionam regiões vulneráveis e desafiam a capacidade assistencial dos sistemas de saúde. Nesse contexto, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais desempenham funções essenciais na reabilitação, prevenção de agravos e manutenção da funcionalidade humana, pilares para construir um sistema de saúde resiliente ao clima.

Fortalecimento dos sistemas de saúde

A autarquia federal, que assumiu neste ano a coordenação-geral do Fórum dos Conselhos da Área da Saúde (FCFAS), acompanhou debates sobre adaptação sanitária, justiça climática, fortalecimento dos sistemas de saúde e atenção primária, além de integrar as atividades do Dia da Saúde, em 13 de novembro.

Em relação à justiça climática, por exemplo, o COFFITO entende que as consequências das mudanças do clima recaem com maior intensidade sobre populações isoladas, como comunidades indígenas e ribeirinhas na Amazônia, já impactadas pela baixa densidade assistencial. A ausência de presença permanente do Estado nessas localidades prejudica a resposta a emergências e surtos.

Ainda no contexto amazônico, o Plano de Ação em Saúde de Belém, que coincide com o dever constitucional do Sistema Único de Saúde (SUS) de organizar a atenção considerando desigualdades regionais, reforça que a adaptação climática deve contemplar equipes mínimas com especialistas em saúde funcional e ocupacional, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

A programação incluiu, ainda, o lançamento do AdaptaSUS (Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde), realizado no âmbito da Cúpula dos Povos, na Universidade Federal do Pará (UFPA), e da Agenda Estratégica Mais Saúde Amazônia Brasil, iniciativas que orientarão políticas públicas integradas para enfrentar eventos climáticos extremos e promover respostas para a região amazônica.

Representação institucional

O diretor do COFFITO e coordenador da CAP, Dr. Silano Barros, representou a autarquia junto a outros integrantes da Comissão, como a conselheira federal Dra. Marianne Pinheiro. Os debates reuniram gestores do Ministério da Saúde, lideranças indígenas, pesquisadores e representantes de diferentes conselhos profissionais, ampliando o diálogo interprofissional sobre os desafios enfrentados.

Ao integrar a discussão global, o COFFITO reforça o papel da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional como profissões estruturantes para a capacidade adaptativa do SUS.

A COP30 foi a primeira edição da conferência realizada na Amazônia, de 10 a 21 de novembro. Antes, houve encontros preparatórios, por exemplo, no Rio de Janeiro e em Brasília.

24 de novembro de 2025

Governo Federal sanciona lei que assegura atendimento fisioterapêutico a mulheres e homens submetidos à mastectomia no SUS

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) celebra a sanção presidencial da Lei n.º 15.267/2025. A nova legislação, fruto do Projeto de Lei n.° 3.436/2021, assegura o atendimento fisioterapêutico a mulheres e homens submetidos à mastectomia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Publicada na edição desta segunda-feira (24) do Diário Oficial da União (DOU), a lei federal representa um avanço significativo na política pública de atenção à saúde de pacientes com câncer de mama.

Atualmente, as mulheres submetidas à mastectomia possuem o direito à cirurgia plástica reconstrutiva. Com a lei sancionada, o governo amplia esse direito, incluindo a Fisioterapia pelo SUS para todos os pacientes em tratamento de câncer de mama. O PL n.° 3.436/2021 é de autoria do ex-parlamentar Francisco Jr. (PSD-GO) e da deputada federal Maria Rosas (Republicanos-SP).

Para a fisioterapeuta Dra. Ione Schneider, o reconhecimento do atendimento fisioterapêutico no SUS é um passo decisivo para o cuidado integral. “Essa perspectiva da saúde coletiva leva a olhar como as políticas públicas definem o cuidado com as pacientes e como a linha de cuidado oncológica precisa ser organizada, para que, além da conscientização, exista o acompanhamento necessário durante todo o período e, no caso da Fisioterapia, chegue em tempo hábil à reabilitação”, explica.

Ela destaca que, embora não exista uma forma de prevenção primária para o câncer de mama, os exames de rastreamento e o acompanhamento multiprofissional são fundamentais para a detecção precoce e o sucesso do tratamento. “A paciente deve ter acesso não só ao médico, mas também ao enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social. Todos os profissionais de saúde precisam estar envolvidos nesse processo”, diz.

Dra. Ione ressalta a importância dos hábitos saudáveis no dia a dia, como manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, ter sono regular e evitar o tabagismo. “Cuidar do corpo é uma forma de respeito a si mesma. Pode parecer difícil na rotina de trabalho, mas precisamos entender que o nosso corpo precisa disso para que a gente chegue bem”, afirma.

21 de novembro de 2025

COFFITO convida profissionais para participarem do Programa Você na CAP

Promovido pela Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), o Programa Você na CAP 2025 tem como objetivo ampliar a participação cidadã dos profissionais na construção de proposições legislativas que fortaleçam, valorizem e aprimorem as profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional no Brasil.

Por meio deste chamamento público, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais registrados no Sistema COFFITO/CREFITOs podem enviar sugestões de iniciativas legislativas — contribuindo para a criação de leis, a alteração de normas existentes ou o aperfeiçoamento de políticas públicas de saúde.

As propostas selecionadas serão divulgadas oficialmente, e seus autores serão convidados a participar de uma ação institucional da CAP, em Brasília, com despesas custeadas pelo COFFITO, incluindo a entrega oficial da minuta legislativa construída a partir da proposta enviada.

Objetivos do Programa

•⁠ ⁠Estimular a cidadania e a participação direta dos profissionais na formulação de políticas públicas;
•⁠ ⁠Recolher ideias que contribuam para o fortalecimento das profissões;
•⁠ ⁠Identificar demandas reais das categorias e transformá-las em iniciativas de advocacy político,
•⁠ ⁠Promover inovação, sustentabilidade profissional e avanços nas políticas públicas de saúde.

Cronograma

•⁠ ⁠Início das inscrições: 21/11/2025
•⁠ ⁠Prazo final para envio: 21/12/2025
•⁠ Avaliação das propostas: até 12/02/2026
•⁠ ⁠Divulgação dos selecionados: 20/02/2026
•⁠ ⁠Participação dos autores em ação da CAP, em Brasília: data a ser agendada pela Comissão

Confira o edital aqui.

Envie sua proposta aqui.

Importante: a proposta encaminhada depende da aceitação de um parlamentar do Congresso Nacional, que será prospectado pela CAP/COFFITO. Ressaltamos que o COFFITO não possui prerrogativa legislativa para apresentar projetos de lei, atuando como entidade interessada na formulação de políticas públicas relacionadas à saúde funcional e ocupacional no Brasil.

6 de novembro de 2025

COFFITO e FCFAS defendem ensino presencial na saúde durante ato na Câmara dos Deputados

Em defesa do ensino presencial nos cursos de ensino superior da área da saúde, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e o Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS) participaram da mesa de debates acerca do tema, realizada quarta-feira (5/11) na Câmara dos Deputados.

Diretor do COFFITO e coordenador da Comissão de Ações Políticas (CAP) da autarquia, Dr. Silano Barros defendeu o ensino 100% presencial na formação dos profissionais da saúde. “Chegamos a um momento no país em que o óbvio precisa ser dito: não dá para formar profissionais da saúde a distância, através de uma tela. Os pacientes são reais, não virtuais. E a formação precisa acontecer na presencialidade, na troca entre colegas e professores”, afirmou.

Competências éticas

Coordenador do FCFAS e responsável pela condução do debate, Dr. Vinícius Mendonça reforçou que “o chamado ensino híbrido pode apoiar a parte teórica da formação, mas não substitui o convívio, a prática e o desenvolvimento das competências éticas e emocionais que só a presencialidade proporciona”. Ele acrescentou que “formar mal um profissional de saúde é transferir o risco à população”.

Além de Dr. Vinícius, compuseram a mesa a coordenadora do Fórum dos Conselhos Atividades Fim da Saúde de São Paulo (FCAFS-SP),  Juliana Mendes; a membro da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Francisca Valda da Silva, e o diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) do Mackenzie, Jan Carlo Delorenzi.

Atuação conjunta

Representantes de outras instituições da saúde, incluindo os Conselhos Federais de Nutrição (CFN), Biologia (CFBio), Enfermagem (Cofen), Medicina Veterinária (CFMV), Farmácia (CFF), Fonoaudiologia (CFFono) e Biomedicina (CFBM), além de fóruns regionais e entidades de ensino, uniram-se pela defesa do ensino presencial.

O Sistema COFFITO/CREFITOs tem atuado de forma contínua, em conjunto com os demais conselhos da área da saúde, na defesa de uma formação de qualidade, que garanta profissionais preparados para atuar com segurança e responsabilidade no bem-estar do país.

De autoria do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), o ato na Câmara dos Deputados também reuniu parlamentares, como os deputados Ricardo Izar (Republicanos-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Pedro Uczai (PT-SC) e Roberto Monteiro (PL-RJ), reforçando o compromisso do Sistema COFFITO/CREFITOs, do FCFAS e do Legislativo com a valorização do ensino presencial.

23 de outubro de 2025

Por que aprovar o piso salarial da Fisioterapia e Terapia Ocupacional?

Entenda o piso salarial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

O Projeto de Lei nº 1731/2021 estabelece como piso salarial nacional para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais o valor de R$ 4.650, com carga horária de 30 horas semanais. A proposta já foi aprovada no Senado Federal e em todas as comissões designadas pela Câmara dos Deputados, inclusive na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), onde o relator, deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), já havia apresentado parecer favorável.

O texto agora retorna para o Senado, onde foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que apreciará as modificações realizadas na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara: a redução do valor original, a especificação da fonte orçamentária e a definição do repasse da União. A partir daí, vai direto para sanção presidencial.

Durante a tramitação na Câmara, o texto passou a tramitar sob o número 988/2015, por ser o mais antigo entre os sete projetos sobre o piso salarial que foram apensados. Nos termos do art. 143 do Regimento Interno da Câmara, o projeto mais antigo assume a condição de principal. Na CFT, entretanto, o relator acolheu o conteúdo do PL 1731/2021. A Comissão reduziu o piso para R$ 4.650, sem previsão de reajuste escalonado. Esse valor foi o que seguiu para a CCJC, sendo aprovado em 8 de julho de 2025.

A aprovação do piso salarial não modifica ou interfere na carga horária de 30h semanais prevista em lei para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais (Lei nº 8.856/94).

Investimento e economicidade do SUS

Mesmo com custos anuais para o setor público, é importante que essa despesa seja vista como investimento estratégico em saúde pública e na economicidade do Sistema Único de Saúde (SUS) a longo prazo. Isso porque os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais são fundamentais para a redução da necessidade de intervenções mais complexas; diminuição da demanda por consultas médicas e uso de medicamentos; encurtamento do tempo de internação e redução de internações, assim como melhoria da qualidade de vida da população.

Ministério da Saúde

De acordo com a Nota Técnica nº 16/2024 do Ministério da Saúde (MS), para o setor público, a estimativa é que os custos do piso sejam em torno de R$ 648 milhões ao ano (33% do impacto total). Ou seja, de todos os pisos nacionais apresentados e em tramitação, é o mais antigo e com menor impacto financeiro. A título exemplificativo, o custo necessário para instituir o piso é sete vezes inferior ao da Enfermagem, aprovado em 2022.

A metodologia para estimar o Impacto Orçamentário Anual (IOA) considerou a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO 2002), que identifica as duas categorias. Além disso, o MS levantou os vínculos de trabalho e suas respectivas cargas horárias, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do ano-base 2021, especificando o Valor Hora Real (VHR). Para isso, o Ministério utilizou dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), referentes a dezembro de 2023. 

Saiba o que mais foi considerado:

Ajuste às jornadas de trabalho: o levantamento calculou a proporcionalidade do piso de R$ 4.650 para diferentes cargas horárias e jornadas semanais; 

Exclusão de salários acima do piso: vínculos de trabalho cujo valor hora já era superior ao proposto no PL foram desconsiderados no cálculo;

Cálculo do Valor Hora Complementar (VHC): para cada profissional, calculou-se o VHC, representando o quanto seria necessário acrescentar ao salário atual para alcançar o piso; 

Estimativa anual: somando-se os VHCs de todos os vínculos e multiplicando por 13 parcelas mensais, estimou-se o impacto orçamentário do ano.   

De acordo com esses dados solicitados pelo Ministério da Saúde e com o relatório aprovado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, há viabilidade financeira e orçamentária para o piso salarial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Essa comissão indicou como fonte orçamentária a tributação de energia proveniente das termelétricas.

Parecer do PL 988/2015

O relatório de Duarte Jr. na CCJC apresenta sólida argumentação constitucional em defesa da possibilidade de fixação de piso salarial por meio de lei ordinária, inclusive para servidores públicos, com base no art. 7º, inciso V, da Constituição Federal. 

O texto incorpora jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), destacando que a iniciativa parlamentar é válida em matéria de direitos sociais, desde que não haja reserva expressa ao chefe do Executivo. O parecer também reconhece a tramitação da PEC 24/2022 como fator de segurança jurídica, mas sem considerá-la condição sine qua non para a instituição do piso. A PEC 9/2025, atualmente em análise na CCJC da Câmara, já busca estabelecer que as diretrizes para os Planos de Carreira e os pisos salariais nacionais dos profissionais de saúde do SUS sejam fixadas por lei federal.

Nesse sentido, inclusive, o parecer favorável à aprovação do PL menciona decisões do STF que, em casos de previsão constitucional expressa, validaram leis federais de origem parlamentar que tratavam de pisos salariais. Duarte Jr. argumenta que a fixação do piso salarial é compatível com o direito dos trabalhadores urbanos e rurais, previsto na Constituição Federal. Isso porque a matéria permite a melhoria da condição social de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. 

De acordo com o documento, o piso salarial “é mero ponto de partida para o cálculo do salário” e “integra o conjunto de direitos fundamentais que garantem condições mínimas de dignidade ao trabalhador”.

Parecer da PEC 24/2022

Em maio de 2025, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) também apresentou parecer favorável à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 24/2022. O parlamentar é o relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal. 

O objetivo da PEC é incluir o piso salarial no texto constitucional. A proposta altera o § 12 do art. 198 da Constituição Federal de 1988, estendendo a permissão de estabelecimento de piso salarial nacional, que atualmente abrange enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras, para incluir fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. 

Sobre a viabilidade financeira, o parecer menciona que a Emenda Constitucional nº 127, de 2022, já abordou a questão da imposição de um piso a estados e municípios, prevendo a transferência de recursos para cobrir essas despesas. 

Ainda no parecer de Kajuru, ele afirma que houve um aumento de 725% na demanda por fisioterapeutas desde 2020, devido à pandemia de Covid-19, seus efeitos debilitantes e o envelhecimento da população. Além da atenção à saúde do trabalhador, a demanda aumentou em áreas como Fisioterapia respiratória, geriátrica, neurológica e esportiva.

Quanto aos terapeutas ocupacionais, a necessidade desses profissionais aumentou 35% entre 2022 e 2024, impulsionada pelos efeitos da pandemia na saúde psíquica, o envelhecimento da população, a dinâmica da vida moderna e a necessidade atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O senador considera que a PEC é um reconhecimento do papel essencial desses profissionais nos sistemas de saúde público e privado.

22 de outubro de 2025

COFFITO 50 anos: em sessão solene histórica na Câmara, parlamentares destacam relevância da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional

Para celebrar as cinco décadas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) e o mês em que se comemora o Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, nesta quarta-feira (22/10), o Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados foi palco da primeira sessão solene em homenagem ao Sistema COFFITO/CREFITOs.

A fisioterapeuta e deputada federal Iza Arruda (MDB-PE), que propôs a solenidade, presidiu a sessão histórica. Ela conduziu a reunião ao lado de sua colega Alice Portugal (PCdoB-BA); da vice-presidente do COFFITO, Dra. Marianna Sousa, e do coordenador da Comissão de Ações Políticas (CAP) da autarquia, Dr. Silano Barros.

Também participaram o senador Ângelo Coronel (PSD-BA); os deputados federais Ricardo Maia (MDB-BA), José Airton Cirilo (PT-CE), Túlio Gadêlha (REDE-PE), Gilberto Nascimento (PSD-SP), Renildo Calheiros (PcdoB-PE), Bebeto (PP-RJ) e Kim Kataguiri (União-SP), além de estudantes e representantes dos Conselhos Regionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITOs).

A presidente da sessão leu a mensagem enviada pela deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), assim como leu menção de agradecimentos aos deputados Pedro Campos (PSB-PE) e Duarte Jr. (PSB-MA).

Representatividade e ensino presencial

Única representante fisioterapeuta no Congresso Nacional, a deputada Iza Arruda destacou o caráter histórico da solenidade e o reconhecimento dos profissionais da saúde: “Este momento é histórico, e cada pessoa que está aqui ficará registrada na história da saúde do país”. Ela lembrou a atuação decisiva dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais durante a pandemia de Covid-19, chamando-os de “heróis invisíveis” e ressaltando que sua atuação vai muito além do ambiente hospitalar, alcançando escolas, comunidades e equipes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A deputada Alice Portugal reforçou a importância de garantir a qualidade da formação acadêmica presencial e manifestou preocupação com a expansão de cursos a distância na área da saúde. Defendeu o ensino presencial e destacou o projeto de lei de sua autoria que proíbe a oferta de cursos de graduação em saúde na modalidade Educação a Distância (EaD), em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara. “Como formar um profissional de Fisioterapia a distância? […] É uma questão de responsabilidade com a vida”, afirmou.

Em seu discurso, Alice Portugal também ressaltou a necessidade de assegurar autonomia e reconhecimento aos atos profissionais: “É preciso garantir que tudo o que o curso permitir fazer seja, legalmente, permitido realizar”.

Compromisso, autonomia profissional e SUS

Terapeuta ocupacional e vice-presidente do COFFITO, Dra. Marianna Sousa emocionou o público ao destacar o papel singular da Terapia Ocupacional, profissão que une técnica e sensibilidade no cuidado à pessoa. “O terapeuta ocupacional atua onde a autonomia foi interrompida e o sentido de existir precisa ser reencontrado. É uma profissão profundamente social”, afirmou.

Diretor do COFFITO e coordenador da Comissão de Ações Políticas (CAP) da autarquia, Dr. Silano relembrou a conquista da autonomia profissional garantida pelo Decreto-Lei nº 938/1969, destacando que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais são profissionais independentes: “A caneta que prescreve a Fisioterapia está nas mãos do fisioterapeuta; a da Terapia Ocupacional, nas mãos do terapeuta ocupacional”.

Dr. Silano reafirmou o compromisso com o SUS e a dignidade humana, defendendo a formação voltada às necessidades da população. Além disso, ele mencionou a frase que o presidente do COFFITO, Dr. Sandroval Torres, costuma dizer: “Juntos, honramos o passado, vivemos o passado e construímos o futuro”.

Com cinco décadas de história, o Sistema COFFITO/CREFITOs consolidou-se como autarquia essencial para a regulamentação, valorização e fortalecimento das profissões. Criado pela Lei nº 6.316/1975, o Conselho assegura o exercício ético e qualificado da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional.

Para assistir à íntegra da sessão solene, acesse o canal do COFFITO no Youtube ou no site da Câmara dos Deputados.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

17 de outubro de 2025

Câmara dos Deputados realizará sessão solene histórica em homenagem aos 50 anos do COFFITO

Na próxima quarta-feira, 22 de outubro de 2025, às 11h, será realizada a sessão solene histórica em homenagem ao Mês da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional e aos 50 anos do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). O evento ocorrerá no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Proposta pela deputada federal Iza Arruda (MDB-PE), a cerimônia contará com a presença da vice-presidente do COFFITO e terapeuta ocupacional, Dra. Marianna Sousa, e do fisioterapeuta e coordenador da Comissão de Ações Políticas (CAP) da autarquia, Dr. Silano Barros.

Também foram convidados parlamentares que têm atuado de forma expressiva em prol das profissões, especialmente na tramitação do Projeto de Lei n.º 1.731/2021, que institui o piso salarial de ambas as categorias, como o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) e Túlio Gadêlha (Rede-PE).

Reconhecimento legal

O Sistema COFFITO/CREFITOs completará 50 anos no dia 17 de dezembro de 2025, data que marca a criação das autarquias federal e regionais por meio da Lei n.º 6.316/1975.

A sessão solene também será alusiva ao Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, comemorado anualmente em 13 de outubro, data de publicação do Decreto-Lei n.º 938/1969, que regulamentou oficialmente essas profissões no Brasil. Por essa razão, o mês de outubro é tradicionalmente dedicado à celebração e valorização da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional.

Para o COFFITO, a cerimônia na Câmara reforça o papel essencial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na promoção da saúde, da funcionalidade e da qualidade de vida da população brasileira.

Se você estiver em Brasília e desejar participar, a sessão é gratuita e aberta ao público. Quem não puder participar pessoalmente, poderá assistir à sessão através do canal do YouTube do COFFITO.

Foto: Pierre Triboli/Câmara dos Deputados

3 de outubro de 2025

CAP/COFFITO prestigia um marco histórico no Maracanã com inclusão e acessibilidade no esporte

No maior palco esportivo do mundo, o Estádio Maracanã, integrantes da Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO) participaram, nesta quinta-feira (2/10), da inauguração das Salas Sensoriais dedicadas especialmente às pessoas autistas e suas famílias.

O coordenador da CAP, Dr. Silano Barros, e o representante do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (CREFITO-2), Dr. Renato de Paula, prestigiaram a iniciativa, marcada por valores como dignidade, acolhimento, respeito e o reconhecimento de direitos.

Com a presença do vice-presidente de Responsabilidade Social do Flamengo, Ricardo Campelo, a abertura das salas aconteceu durante a 26ª rodada do Brasileirão, na partida entre Flamengo e Cruzeiro, que empatou sem gols.

De acordo com a CAP, essa conquista só se tornou possível graças ao empenho de profissionais comprometidos com a transformação social e à efetivação da Lei Arthur Colecto, iniciativa inspirada por Eduardo Colecto e seu filho Arthur, que tinha dificuldade em acompanhar as partidas devido a estímulos sensoriais e barulho. Além disso, a lei foi articulada pelo Dr. Renato de Paula, o primeiro fisioterapeuta a presidir uma autarquia no estado do Rio de Janeiro.

“A lei viabilizou a criação das Salas Sensoriais, demonstrando como a presença de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais em espaços de decisão pode gerar um impacto real na vida das pessoas”, disse Dr. Renato.

Segundo Dr. Silano, o Sistema COFFITO/CREFITO está mais integrado do que nunca. “Celebramos e apoiamos essa iniciativa, reafirmando nosso compromisso em defesa da promoção da saúde, da cidadania e da inclusão em todo o Brasil”, afirmou.

Salas sensoriais

De acordo com informações do Maracanã, as salas sensoriais são voltadas ao atendimento personalizado de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e demais neurodivergências. Além disso, elas possuem isolamento acústico, assim como jogos lúdicos, elementos sensoriais, acessibilidade e iluminação regulável, que asseguram conforto aos usuários desses espaços.

Com 57m², as salas têm capacidade para receber até 18 pessoas em cada dependência, incluindo a presença de dois funcionários especializados para realizar o atendimento ao público durante o período. Os espaços estão localizados no quinto pavimento do Setor Oeste do estádio.

A responsabilidade da venda de ingressos e/ou gratuidade para as salas sensoriais são do clube que tem o mando de campo da partida. Isso significa que o clube mandante é quem organiza, disponibiliza e faz o controle desses bilhetes para cada jogo.

Fonte:

Estádio Maracanã

1 de outubro de 2025

Vitória na Câmara: CCJ aprova texto final do piso salarial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

Na última terça-feira (30/9), a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a redação final do Projeto de Lei nº 1.731/2021, que institui o piso salarial nacional para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

O projeto já havia sido aprovado em julho de 2025, sob a numeração 988/2015, em razão do apensamento de proposições que tratam do mesmo tema na Câmara, com relatoria do deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA). A redação final foi apresentada pelo parlamentar Pedro Campos (PSB-PE).

Para a Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO), essa é mais uma vitória do trabalho de articulação permanente que tem sido realizado no Congresso Nacional.

Concluídas todas as etapas regimentais, a proposta retorna, enfim, ao Senado Federal. Nessa casa legislativa, o texto já havia recebido aprovação e agora vai apenas para a análise da emenda que fixa o valor do piso em R$ 4.650 para jornadas semanais de trabalho de 30 horas.

Leia também:

Entenda o piso salarial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

26 de setembro de 2025

Comissão de Saúde aprova PL que garante fisioterapeutas durante o parto

Na última quarta-feira (24/9), a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 4.631/2024, de autoria da fisioterapeuta e deputada federal Iza Arruda (MDB-PE). O PL propõe que os serviços de saúde que realizam partos contem obrigatoriamente com fisioterapeutas em equipes multiprofissionais.

Para a Comissão de Ações Políticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CAP/COFFITO), a aprovação do parecer é fruto de um trabalho cuidadoso e comprometido da relatora, a deputada Ana Paula Lima (PT-SC). E sua rápida aceitação na primeira comissão de mérito do projeto representa um passo concreto em direção a um parto mais seguro, humanizado e com cuidado baseado em evidências para mães e bebês.

A relatora analisou tecnicamente a proposta, apresentou o parecer e defendeu sua aprovação. Além disso, ela incluiu no relatório incentivos ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ajustes curriculares para a formação desses profissionais.

O PL segue agora para a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (CPASF) da casa legislativa.

Para assistir à deputada Iza Arruda na audiência pública da Comissão de Saúde sobre o PL 4631/24, acesse.

Crédito da foto: Câmara dos Deputados

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