Carnaval com saúde: orientações para uma folia segura e inclusiva
O Carnaval é um dos momentos mais aguardados do ano no Brasil. Para aproveitar a folia com responsabilidade, cuidado com o corpo e, também, com as pessoas da família que possuem necessidades específicas, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reuniu orientações de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais voltadas para a promoção do bem-estar e da inclusão.
A participação em blocos e desfiles exige esforço físico contínuo. Horas em pé, caminhadas longas e movimentos repetitivos podem sobrecarregar músculos e articulações, equivalente a uma atividade física intensa. Por isso, a preparação é fundamental. Antes de sair de casa, recomenda-se realizar aquecimento leve e alongamento para preparar o corpo.
Durante a festa, o uso de calçados confortáveis com bom amortecimento ajuda a reduzir o impacto nas articulações. Pausas curtas para descanso, atenção à postura e hidratação constante são medidas essenciais para prevenir cãibras, fadiga e dores. Após a folia, alongamentos, compressas frias e massagens leves podem auxiliar na recuperação muscular e diminuir desconfortos.
Inclusão e recomendações
Além disso, o Carnaval deve ser pensado de forma inclusiva, especialmente para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou sensibilidades sensoriais. Ambientes com música alta, multidões e muitos estímulos simultâneos podem provocar sobrecarga sensorial e estresse. A preparação antecipada é uma aliada importante: explicar previamente como será o evento, com o apoio de imagens ou vídeos, aumenta a previsibilidade e reduz a ansiedade.
Sempre que possível, é recomendável optar por blocos infantis ou espaços menos movimentados, além de levar abafadores de som, fones com redução de ruído ou óculos escuros para minimizar estímulos intensos. Para uma experiência mais segura e acolhedora, é importante permitir intervalos frequentes, manter flexibilidade quanto ao tempo de permanência e contar com um pequeno kit com água, lanches habituais ou objetos familiares.
Com orientação profissional e atenção às necessidades individuais, é possível vivenciar um Carnaval saudável, seguro e inclusivo, valorizando a saúde, o respeito às diferenças e o bem-estar de todos.
Fontes:
Carnaval: 8 dicas para uma folia mais segura para crianças autistas
Fisioterapeuta dá dicas de como se preparar para a maratona do Carnaval
Vai pular Carnaval? Crer dá dicas para aproveitar a folia sem lesões
