Dia Mundial do Câncer: fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais atuam na assistência a pacientes oncológicos
O Dia Mundial do Câncer ou Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado anualmente em 4 de fevereiro, reforça a importância da conscientização, da prevenção e do acesso ao cuidado em saúde. No Brasil, o câncer permanece como um dos principais desafios de saúde pública, com estimativas recentes de que 781 mil novos casos da doença serão registrados por ano até 2028.
O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) reitera que a atuação qualificada de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais é essencial para ampliar o acesso ao cuidado, ao tratamento e à reabilitação oncológica.
De acordo com informações do site World Cancer Day, o tema da campanha global referente ao período de 2025-2027 é “Unidos pela Singularidade”, que “coloca as pessoas no centro do cuidado e suas histórias no centro da conversa”.
Dados da OMS
Segundo projeção da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), a mortalidade por câncer na América Latina deve aumentar 83% até 2050, impulsionada por desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento oportuno, recorrentes em países de baixa e média renda. Essas desigualdades afetam de forma mais intensa grupos específicos.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que populações negras e LGBTQIAPN+ enfrentam maiores barreiras no acesso ao tratamento oncológico, o que impacta diretamente os desfechos clínicos e a qualidade de vida dessas pessoas.
Diante desse cenário, o COFFITO entende que é fundamental adotar estratégias de cuidado que ultrapassem o tratamento da doença e contemplem também a reabilitação, a funcionalidade e a participação social dos pacientes.
Autonomia e cuidado
Em relação à assistência aos pacientes oncológicos, no Brasil e no mundo, o profissional da Terapia Ocupacional promove autonomia e maior participação nas atividades da vida diária, no trabalho e no convívio social.
“O profissional atua de forma interdisciplinar, orientando sobre posturas, exercícios funcionais e estratégias para a retomada gradual das ocupações significativas, além de apoiar o paciente no processo de adaptação à nova imagem corporal, fortalecendo a autoestima e a autoconfiança”, explica a terapeuta ocupacional e coordenadora-adjunta da Comissão de Ações Políticas (CAP/COFFITO), Dra. Kelly Alves.
Na Fisioterapia, o foco envolve o manejo de sequelas e a melhora da capacidade física. “Muitos pacientes relatam um cansaço que parece não ter fim [fadiga relacionada ao câncer], mesmo dormindo bem. É nesse ponto que a Fisioterapia entra como um respiro. Através de exercícios supervisionados, alongamentos e técnicas de respiração, ajudando o corpo a recuperar energia, força e equilíbrio”, afirma a fisioterapeuta e especialista em Fisioterapia Oncológica, Dra. Camila Porto.
O COFFITO segue atuando pelo reconhecimento e pela valorização dos profissionais da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional em todo território nacional, assim como considera relevante a campanha de combate ao câncer no Brasil e no mundo.
