19 de novembro de 2024

COFFITO participa do II Congresso da Educa CREFITO-1

O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) entende que é importante se aproximar de quem toca o dia a dia das duas profissões. Por isso participamos do “II Congresso da Educa CREFITO-1”, realizado em Natal entre os dias 7 e 9 de novembro de 2024. Estivemos lá para tirar dúvidas, explicar o trabalho que desenvolvemos, e ouvir sugestões de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e estudantes que nos ajudem a melhorar.

E olha que não foi pouco assunto. Ao longo dos três dias, o COFFITO tirou dúvidas sobre Código de Ética Profissional, inscrição primária e secundária, registro de empresas e consultórios, especialidades em fisioterapia e terapia ocupacional, procedimentos para a obtenção de títulos, cursos de pós-graduação, prescrição de remédios, resoluções e processos de fiscalização, entre outras coisas. Os profissionais e estudantes também foram convidados a preencher formulários para dar sugestões e fazer críticas. A participação na pesquisa é de fundamental importância para guiar futuras ações do COFFITO.

O evento foi realizado pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região (CREFITO-1), a quem parabenizamos pela organização e pela possibilidade de trocar conhecimentos e a quem agradecemos o convite para participar. Foram vários cursos e palestras voltados para profissionais e estudantes, com muita informação sobre como a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional podem fazer a diferença na vida de todos, de recém-nascidos a idosos.

Vamos ver então um pouco do que foi falado? Na UTI neonatal, o terapeuta ocupacional pode, por exemplo, estimular o método canguru, que tem vários benefícios, como o estímulo ao aleitamento materno, a redução do estresse e da dor e o fortalecimento do vínculo com a família. Os mais velhos também foram contemplados com uma mesa redonda sobre vários assuntos. Quer ver um exemplo? Na estruturação de uma rotina para idosos com demência, o profissional tem que fazê-la pensando também na rotina da família do paciente, para que ela possa funcionar de verdade. Afinal, de nada adianta um plano perfeito na teoria, mas inviável na prática.

O objetivo de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais é atender a população, mas, para que isso seja possível, há todo um trabalho de apoio, o que também foi abordado no evento. O curso “Responsabilidade Técnica”, por exemplo, explicou as regras para o registro de consultório, de empresas e de estágio, e como funciona o planejamento do trabalho de fiscalização para coibir o exercício ilegal das profissões. Também houve dicas de como se posicionar digitalmente, mas sem deixar de respeitar as regras, sob risco de enfrentar um processo ético-disciplinar. Quer ver uma dessas dicas? “Quem fala com todo mundo não fala com ninguém.” Em outras palavras, há mais chances de ser reconhecido quando se especializa numa área e direciona sua comunicação a esse público.

Homenagens

Durante o Congresso, também houve homenagens para reconhecer as contribuições de alguns profissionais à Fisioterapia e à Terapia Ocupacional no Rio Grande do Norte: os fisioterapeutas Maria do Socorro Ferreira, José Danilo Felipe, Adriana Gomes Magalhães, Elisa Sonehara de Morais, Jonilson Carvalho de Oliveira Junior, Francisca Rêgo Oliveira de Araujo e Silvestre Cabral de Moura Filho (este já falecido), e as terapeutas ocupacionais Ancila de Jesus Nogueira e Ana Lúcia Cristino de Souza. Maria do Socorro e Ancila estão entre as profissionais que há mais tempo atuam no Brasil em suas áreas.

O presidente do COFFITO, Dr. Sandroval Torres, que participou do terceiro dia do evento a convite do CREFITO-1, falou sobre os desafios para os próximos quatro anos. Ele também comunicou que já teve início o processo de criação de um CREFITO apenas para a Paraíba e anunciou a intenção de fazer outro para o Rio Grande do Norte. Atualmente, os dois estados, juntamente com Pernambuco e Alagoas, integram o CREFITO-1. O desmembramento é uma demanda dos profissionais da região.

A vice-presidente do COFFITO, Dra. Mariana Sousa, trouxe reflexões sobre os desafios de aplicar na prática a ética e a autonomia profissional. Ela lembrou que a autonomia profissional não é ilimitada, uma vez que deve levar em consideração as leis, os regulamentos, as políticas institucionais e os direitos dos pacientes: “Esses limites da autonomia profissional podem ser muito questionados, mas a gente tem que entender a autonomia profissional ser limitada assegura muitos aspectos no sentido de você não errar, de ter uma segurança assistencial, de ter uma construção técnico-científica com segurança.”

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