14 de novembro de 2024

14/11 – Dia Mundial do Diabetes

Uma doença que afeta um de cada dez brasileiros merece toda a nossa atenção, não é verdade? Estamos falando do diabetes. Por ser tão comum e conhecida, é bem possível que você já saiba muita coisa sobre essa doença, mas não custa nada revisar alguns pontos neste 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes.

A doença é provocada pela produção insuficiente ou pela má absorção da insulina, um hormônio feito pelo nosso próprio corpo. Sem a insulina, o nível de glicose (açúcar) no organismo aumenta, e aí podem surgir várias complicações em diferentes órgãos, podendo levar inclusive à morte. E olha que a doença atinge 20 milhões de pessoas no país, segundo estimativa feita pela Sociedade Brasileira de Diabetes, a partir do cruzamento de dados do Ministério da Saúde e do último censo.

Deu para perceber que o diabetes é grave se não for controlado, mas tem algumas medidas que podem ajudar a prevenir essa e outras doenças, como praticar atividades físicas regularmente, manter uma alimentação saudável e evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

E sabia que existe mais de um tipo de diabetes?

O tipo 1 é hereditário e, segundo o Ministério da Saúde, representa entre 5% e 10% dos casos no Brasil. Em geral aparece na infância ou adolescência. Se você tem alguém na família com o tipo 1, é importante fazer exames regularmente para monitorar o nível de glicose no sangue. O tratamento se dá com o uso diário de insulina ou outros remédios para controlar a glicose.

O tipo 2 é o mais comum, com cerca de 90% dos casos, e está associado a sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados. Então, dá para adiantar que tratar essas condições de saúde é importantíssimo para evitar o diabetes. O tratamento pode variar de pessoa a pessoa, incluindo alterações na dieta, remédios e aplicação de insulina. Existe ainda o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA), que é um agravamento do tipo 2, em que o próprio corpo começa a atacar as células do pâncreas, órgão que produz a insulina.

Já o pré-diabetes ocorre quando a glicose é elevada, mas não o suficiente para provocar os tipos 1 e 2. É um sinal de alerta, havendo ainda a possibilidade de reverter o quadro e não desenvolver a doença.

Por fim, existe o diabetes gestacional, que é temporário e ocorre durante a gravidez. Por isso toda grávida deve fazer o exame da doença regularmente durante o pré-natal.

Os principais sintomas são fome e sede excessivas e vontade de urinar várias vezes ao dia. No tipo 1, também pode haver perda de peso, fraqueza, cansaço, mudanças de humor, náusea e vômito. No tipo 2, formigamento nos pés e mãos, infecções frequentes na bexiga, rins e pele, feridas que demoram para cicatrizar e visão embaçada. Caso perceba esses sintomas, procure logo ajuda profissional. É sempre bom evitar a doença, mas, se ela aparecer, há tratamento.

Se quiser entender melhor o assunto, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Diabetes têm várias informações em suas páginas na internet.