» Notícia » Condições de trabalho de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais na Saúde brasileira é tema de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados

Deputada Federal e fisioterapeuta, Vivi Reis, promove discussão e inicia campanha #AndaPLFisioTO

No dia 26 de outubro, a pedido da deputada e fisioterapeuta, Vivi Reis (Psol-PA), e assinado pelas deputadas Daniela do Waguinho (MDB-RJ), Rejane Dias (PT-PI) e Carmen Zanotto (Cidadania-SC, foi realizada a audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados para tratar de projetos de lei relacionados às profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional que estão tramitando no Congresso Nacional.

“Hoje estou deputada federal, mas a minha formação é em Fisioterapia, sou fisioterapeuta, trabalhei vários anos no interior do Pará, no SUS. Sempre tive uma grande paixão pela profissão, escolhi essa profissão, sempre dediquei meus esforços. Estamos em um momento de avanços, a pandemia desnudou diversas desigualdades. Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais mostraram a importância de estar na linha de frente. A valorização e a garantia de direitos aos nossos profissionais que estão na linha de frente, salvando vidas…por muitos anos tiveram restrições, mas hoje sabemos que essas profissões são muito mais que reabilitacao”, enfatizou a parlamentar, destacando a campanha #AndaPLFisioTO destinada à aprovação de projetos de lei relacionados às profissões e que tramitam no Congresso Nacional, a exemplo de propostas como a inserção das profissões no NASF, a presença dos fisioterapeutas por 24 horas na UTIs e o piso salarial das categorias.

Na oportunidade, representantes das categorias e parlamentares, enfatizaram a importância dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais para a saúde brasileira, profissões que, durante a pandemia, ganharam mais amplitude. Com direito à fala, o diretor-tesoureiro do COFFITO, Dr. Abidiel Pereira Dias lembrou de todos os projetos de lei monitorados pela Comissão de Assuntos Parlamentares (CAP), sendo mais de 1500, 300 deles com atenção especial devido ao conteúdo. “Temos cinco décadas de exercício profissional, pautado na vigilância, precisamos de uma nova roupagem na postura e o COFFITO é o legítimo legislador para as duas profissões, uma entidade que pode e deve emitir documentos que sirvam para nortear as profissões. Mas, também, temos que ter uma postura que fuja da subserviência e que seja pautada na saúde e bem-estar do paciente”, completou.
Para a também fisioterapeuta e presidente do CREFITO-12, Dra. Elineth da Conceição Braga Valente, é preciso discutir como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem fazer a diferença na vida das pessoas. “Acabamos de fazer 52 anos de regulamentação. Temos muito a comemorar, inclusive com a inserção em alguns cenários, mas poderíamos estar contribuindo mais. A importância dos profissionais nos três níveis de atenção à saúde, por exemplo. Por muito tempo estivemos vinculados à reabilitação, mas são profissões que podem contribuir em todos os níveis. Neste momento de pandemia nós aparecemos, mas a verdade é que nós sempre estivemos atuando nesses cenários. Hoje são mais de 600 mil mortos e, com certeza, seria um número maior se não houvesse uma atenção integral à saúde do paciente. A gente tem que, enquanto profissionais de saúde, lembrar que ninguém faz saúde sozinho. A atenção à saúde é integral e cada um tem o seu momento de protagonismo. Por isso, reforçamos a solicitação para que parlamentares ajudem a dar andamento às nossas demandas , na Câmara e Senado”, reforçou.

O ex-ministro da Saúde e atual Deputado Federal, Alexandre Padilha, aproveitou para ressaltar a importância dessa audiência e como ela é fundamental para mostrar o papel e o trabalho dos fisioterapeutas no enfrentamento da pandemia, não só na UTI, mas na reabilitação, no acompanhamento, na atenção primária saúde, e nos desafios com sequelas da COVID-19. “Temos duas grandes prioridades, a mudança do financiamento da atenção primária à saúde, especialmente com a retirada do incentivo financeiro para os municípios contratarem fisioterapeutas nos NASFs, que é fundamental. Você vai em um serviço de saúde e 30-35% das queixas são osteomusculares, são queixas que exigem cuidado, diagnóstico e atenção que envolvem os fisioterapeutas”, ponderou o deputado.

A reunião foi encerrada pela Deputada Vivi Reis que se comprometeu a avaliar as sugestões e estudar formas de auxiliar as profissões.

A audiência está disponível no site: https://www.camara.leg.br/evento-legislativo/63664

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