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O Movimento estudantil de Juiz de Fora, Minas Gerais, realizou nos dias 25 e 26 de maio, no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a primeira edição do projeto “Debates Políticos em Fisioterapia”. A iniciativa do Centro Acadêmico “13 de outubro” da UFJF, em parceria com outras cinco universidades do município, tem como objetivo integrar os movimentos e associados da área da fisioterapia, mostrando a estrutura atual da profissão, com suas dificuldades e desafios. Participaram do debate, acadêmicos, professores e gestores da profissão.

 

 

Agência Coffito

O Coffito foi um dos convidados do evento. Representado pela diretora Drª Francisca Rego de Araújo, e pelo conselheiro efetivo, Dr. Fernando Pierette Ferrari, a apresentação do Coffito aos presentes foi baseada em temas como as resoluções do Fórum de políticas profissionais em Fisioterapia, a apresentação do Movimento Ampliado de Reforma Compartilhada (MARCO), um programa que quer a reformulação e renovação do relacionamento do Conselho com acadêmicos estudantes de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Outro ponto abordado pelos representantes do Coffito, foi os projetos de lei que envolvem os profissionais da categoria.

 

O evento ocorrerá a cada três meses e o próximo debate está previsto para o mês de agosto no campus da Universidade Estácio de Sá. O tema será a  inserção do profissional de fisioterapia no Programa de Saúde da Família (PSF). O tema foi recentemente defendido no Congresso Nacional pelo Senador Efraim de Moraes. “Foi um intenso debate que mostrou a importância de discutir questões da profissão, considerando o número expressivo de interessados nestes assuntos.

 

Nós estamos convidados para todos estes debates e avaliaremos nossas possibilidades para poder contribuir com esta discussão”, concluiu Dr. Fernando Pierette.

A maioria das doenças e dos acidentes de trabalho que atualmente ocorrem resulta das péssimas condições de trabalho que, por falta de fiscalização e legislação adequadas,têm provocado problemas sérios e incuráveis, a exemplo da Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e das chamadas Doenças Osteo-Musculares (Dort). A denúncia foi feita nesta quinta-feira (31) por especialistas em acidentes do trabalho e representantes de entidades ligadas aos trabalhadores, que participaram de audiência pública convocada para discutir melhorias nas condições de vida, trabalho, salário, segurança e saúde dos trabalhadores das indústrias de álcool, com enfoque na questão do acidente de trabalho, e que teve sua abrangência ampliada.

Ao iniciar os debates, o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), afirmou que essa audiência vem num momento “importantíssimo”, pois, segundo ele, morrem mais pessoas no mundo por doenças de trabalho do que por conflitos de guerra. Ele explicou ainda que os debates servirão como instrumento para a elaboração de proposições legislativas sobre o assunto.

– O Brasil ainda é destaque em acidentes de trabalho. A nossa idéia, com essa audiência, é elaborar projetos de lei que efetivamente garantam a defesa do trabalhador brasileiro – afirmou Paim, autor do requerimento para a realização da audiência, que está sendo realizada em conjunto com a Subcomissão Permanente do Trabalho e Previdência, da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Paulo Peixoto Albuquerque destacou que as doenças do trabalho são o resultado da “irresponsabilidade social do capital” e de determinadas condições do trabalho, que fazem com que o trabalhador tenha um comprometimento cada vez maior da sua saúde. Coordenador de uma pesquisa sobre doenças do trabalhador, o acadêmico afirmou ainda que doenças como a LER e as Dort, antes restritas a bancários e digitadores, hoje são uma epidemia nacional em vários segmentos, e, por inutilizarem os trabalhadores, são também causa de várias demissões.

– A estratégia do trabalhador é negar a sua dor, mas o corpo é quem paga por essa decisão. Hoje, em muitos segmentos, os trabalhadores vivem para trabalhar, quando deveriam trabalhar para viver – afirmou o professor.

Segundo o técnico de Segurança do Trabalho no Paraná Dário Theobaldo Werlang, falta fiscalização adequada com relação às condições de trabalho exaustivas impostas nas indústrias e até mesmo com relação aos equipamentos obrigatórios de segurança, que, muitas vezes, não atendem às necessidades dos trabalhadores.

– Muitos desses equipamentos vêm de outros paises e alguns são vendidos no Brasil até mesmo em lojas de R$ 1,99. A utilização desses equipamentos inadequados é tão grave como a de um remédio falsificado – alerta o técnico.

Para Darci Pires da Rocha, presidente da Federação dos Trabalhadores das Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul, é preciso que o Congresso Nacional aprove um projeto de lei que garanta proteção efetiva aos trabalhadores contra as doenças de trabalho. Entre as principais causas de enfermidades que afligem os trabalhadores, Darci destacou o ritmo elevado de produção, as extensas jornadas de trabalho somadas à ausência de pausas para descanso e ambientes inadequados de trabalho, com umidade, pressão da chefia, assédio moral e sexual.

Já o presidente da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) , Remígio Todeschini, falou sobre a questão da jornada de trabalho nos canaviais brasileiros, que, segundo ele, estão morrendo na própria lavoura, por problemas que vão da exaustão e do estresse até a desidratação, devido às extensas jornadas de trabalho sob sol forte e sem qualquer descanso.

– A questão da desidratação é um grande problema, pois não há o cumprimento da pausa dos trabalhadores, que são obrigados a cortar em média doze toneladas de cana por dia – afirmou Remígio.

Fonte: Agência Senado

O título é trecho da palestra da fisioterapeuta Dra. Roberta Costa, durante o II Congresso Brasileiro de Fisioterapia em Cancerologia, realizado nos dias 24 a 26 deste mês em Curitiba, no Paraná.

A fisioterapia oncológica vem ampliando seu espaço na equipe multiprofissional. Com atuação global, desde a prevenção em todos os níveis, pré e pós-operatórios com diminuição de tempo de internação e de seqüelas próprias das terapêuticas do tratamento oncológico. O tratamento paliativo, aliado às novas tecnologias e à assistência domiciliar, tem dado uma sobrevida com um grande salto de qualidade para as pessoas que desenvolvem câncer, incluindo-se aí os cuidados e a atenção a seus cuidadores.

Esse foi o tom dos debates do evento que reuniu a sociedade científica e especialistas da área na intenção de firmar uma parceria com o Ministério da Saúde e subsidiar a área técnica com o consenso sobre alguns temas específicos da Fisioterapia em Cancerologia.

Na abertura do evento, com a palestra “SUS e Oncologia na Fisioterapia”, a Dra. Roberta Maria da Costa apresentou alguns dados e indicadores da Secretaria de Atenção à Saúde, em conjunto com o INCA (Instituto Nacional do Câncer) que fazem parte do trabalho que vem desenvolvendo sobre o diagnóstico situacional da Fisioterapia tanto no SUS quanto na saúde suplementar, especialmente na área de cancerologia. 

Os dados refletem a assistência oncológica no SUS. Assim sendo, se faz necessário realizar uma inter-relação com a assistência fisioterapêutica para subsidiar os profissionais na elaboração de protocolos e na avaliação e acompanhamento por parte dos gestores das ações da Fisioterapia na Rede de Oncologia.

Um dos aspectos abordados pela Dra. Roberta foi a questão do padrão fragmentado dos serviços de saúde dos sistemas municipais e estaduais. Aliados à insipiência dos dispositivos de coordenação entre suas unidades assistenciais, isso tem dificultado o fluxo dos pacientes referenciados, que em geral enfrentam as mais diversas barreiras ao acesso, restando aos usuários disputar com a demanda espontânea a sua chance de receber os serviços que lhe foram prescritos ou necessários. Assim, um processo de integração deve formalizar-se através de um organograma de fluxo assistencial.

Ainda durante a palestra, a Dra. Roberta Costa também mostrou a organização dos Centros de Referência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e a inserção da Fisioterapia nesses Centros. Segundo ela, apesar dos gastos e da quantidade de procedimentos oncológicos no SUS, ainda há muito o que ser feito em resposta aos desafios da organização e da operação da Rede Assistencial de Alta Complexidade em Oncologia. A fisioterapia passou a ser pendência inabilizante, ou seja, para o credenciamento de um Centro há necessidade do mesmo possuir um serviço de fisioterapia especializado.
Dra. Roberta lembrou ainda que se faz necessário e urgente organizar e ampliar a assistência em Fisioterapia, matricial às políticas nacionais de atenção básica e especializada, urgência e emergência e outras que tenham interfase com esta área. Estabelecer parâmetros de distribuição geográfica dos serviços de Fisioterapia; a qualidade técnica necessárias, mecanismos de regulação, fiscalização controle e avaliação da assistência prestada.

O conselheiro federal Dr. Luiz Bertassoni e a assessora técnica do Coffito, Dra. Ingridh Farina, participaram do evento. Segundo eles, a abordagem da palestrante da vem ao encontro de um anseio da categoria e do planejamento estratégico do Coffito em relação aos estudos sobre implementação dos Parâmetros Assistenciais em Fisioterapia. Um dos pontos fortes da palestra foi reafirmar que as sociedades científicas da Fisioterapia podem e devem cooperar subsidiando nestes estudos e na elaboração de protocolos de atenção visando padronizar o atendimento e proporcionar melhores condições de trabalho.

Agência Coffito com informações da Assessoria Técnica 

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados debateu na última terça-feira, 22, a regulamentação da Emenda 29, que “assegurou o financiamento das ações e serviços públicos de saúde estabelecendo que as 3 esferas de governo aportem anualmente recursos mínimos provenientes da aplicação de percentuais das receitas e determinando as suas bases de cálculo, vinculando recursos para o setor saúde”. A explicação foi o primeiro tópico da apresentação feita pela vice-presidente do Coffito, Dra Ana Cristhina Brasil, que é também coordenadora da Comissão de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde. Convidada a integrar a discussão, a vice-presidente do Coffito explicou que um dos aspectos positivos da Emenda 29 é que em 2001 o gasto público em saúde já apresentou um crescimento real de 10% em relação ao ano anterior e de 35% entre 2000 e 2004. “Os efeitos só não foram maiores por razões básicas: possíveis dificuldades de alguns entes sub-nacionais, sobretudo os mais endividados; e o fato da EC  29 não ter definido, para efeito do seu cumprimento, o que são ações e serviços públicos de saúde; controvérsia na demonstração do cumprimento da Lei, com entendimentos díspares de cada Tribunal de Contas”, explicou ela citando o livro do CONASS (2007).

 

Os deputados lembraram que a Frente Parlamentar de Saúde reuniu-se na semana passada com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, para pedir a inclusão na pauta do Plenário do Projeto de Lei Complementar 1/03, que regulamenta a matéria. Chinaglia explicou que só poderá atender ao pedido se houver acordo entre as lideranças partidárias. A Frente também se encontrou na semana passada com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que se comprometeu a ser o articulador dentro do governo de um entendimento para aprovar a regulamentação.

 

CONTINGENCIAMENTO

 

 

A coordenadora da Cofin, Dra Ana Cristina, afirmou que, com a nova metodologia de cálculo do PIB, o orçamento da saúde em 2007 deveria subir de R$ 39,9 bilhões para R$ 44,8 bilhões. Ela reclamou do contingenciamento de R$ 5,9 bilhões de recursos do setor, além da retenção de mais de R$ 1 bilhão na rubrica de restos a pagar.  

Ainda durante a Audiência, o 1º vice-presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Alceni Guerra (DEM-PR), pediu que os parlamentares convençam seus líderes partidários a obterem consenso para a regulamentação da matéria. 

 

REGULAMENTAÇÃO 

 

“A cada final de exercício, ou na elaboração da proposta orçamentária, sempre surge o tema sobre o cumprimento da EC 29/00 pelas 3 esferas de governo, isto é, o volume mínimo de recursos determinado pela EC 29/00 foi aplicado em ações e serviços públicos de saúde?”. A citação é do consultor da Cofin, economista Prof. Ms. Francisco Rozsa Funcia, e foi abordada pela Dra. Ana Cristhina  ao falar da necessidade de regulamentação da emenda.

 

“Parece uma pergunta fácil de responder se as informações estiverem disponíveis para uma análise da execução orçamentária, mas se torna difícil, pois existem diversas interpretações sobre quais gastos podem ser considerados como Ações e Serviços Públicos de Saúde, e qual a base de cálculo a ser utilizada para a previsão mínima de recursos, e ainda,  o embate base fixa X base móvel do governo federal”, explica ela.

 

Segundo ela, a falta de definição precisa sobre o que são ações e serviços de saúde tem levado à introdução nos orçamentos  públicos uma série de ações e serviços que são questionáveis. O resultado disso é menos recurso para o financiamento do SUS. Para a vice-presidente do Coffito, a luta política por mais recursos públicos para a saúde deve centrar-se, em curto prazo, na regulamentação, pelo Congresso Nacional, da Emenda 29, fundamental para orientar os respectivos Tribunais de Contas no processo de fiscalização do seu cumprimento e da garantia do direito constitucional.

 

O Conselho Nacional de Saúde conclama os Parlamentares do Brasil, em nome do Pacto pela Vida e do Pacto pelo SUS, que agilizem o processo de Regulamentação da Emenda Constitucional 29/00,por meio do PLP 01/03, pois a saúde do povo  brasileiro realmente necessita deste aporte financeiro”, concluiu a  Dra Ana Cristhina Brasil

 

Agência Coffito

Com informações da Agência Câmara

Para a deputada Rita Camata (PMDB-ES), os encontros com o presidente da Câmara e com o ministro significaram um avanço importante, mas não são suficientes para assegurar que o projeto de regulamentação seja aprovado ainda neste ano. Dados apresentados hoje pelo diretor do Departamento de Economia da Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Elias Antonio Jorge, revelam que a Emenda 29 diminuiu a participação relativa da União no financiamento da saúde. Segundo ele, os gastos federais com saúde, que em 2000 eram de R$ 122,5 per capita, passaram para R$ 201,6 em 2005 – uma variação de 64%. No mesmo período, os gastos dos estados no setor per capita aumentaram de R$ 38 para R$ 93,5 – uma alta de 146%. Nos municípios, os valores passaram de R$ 44,5 para R$ 79 – o que eqüivale a 78% de aumento.

Rio de Janeiro – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu hoje (25) que o setor privado assuma "seu papel fundamental" na produção de remédios no país. Nesse sentido, acrescentou, o ministério pretende incentivar a expansão das atividades do setor.

 

"Possuímos 17 laboratórios estatais de produção de medicamentos, que cumprem um papel importante sob o ponto de vista político de regulação do mercado, mas queremos que o empresariado assuma o papel fundamental que tem nesta área".

 

Ao comentar o Programa de Planejamento Familiar brasileiro, a ser lançado na próxima segunda-feira (28), o ministro afirmou que a questão do aborto não será abordada no projeto.

 

"A decisão sobre o aborto está remetida ao Congresso Nacional. É lá que a discussão vai se dar", ponderou. "Mas isso tem que ser debatido dentro de uma política de planejamento familiar. O papel do ministério será o de colocar na rua uma série de medidas pra qualificar e aperfeiçoar o acesso da população à informação e aos métodos anticoncepcionais".

 

Segundo ele, o programa será composto por uma política abrangente de atenção à saúde da mulher e da criança, o que envolve ações em educação, informação, acesso a métodos anticoncepcionais, além do bom atendimento ao pré-natal e ao parto.

 

O ministro participou nesta tarde da cerimônia de premiação da 3º Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, realizada durante as comemorações do aniversário de 107 anos da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

Os desafios e as alternativas de atuação dos profissionais de fisioterapia da eletrotermofototerapia pautaram as discussões do III Congresso sobre o tema, realizado em São Paulo nos dias 18 e 19 deste mês. Cerca de 300 pessoas – entre profissionais, acadêmicos da área e pesquisadores – participaram do evento. Os debates foram realizados no campus do Centro Universitário São Camilo e o presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), Dr. Euclides Poubel e Silva, fez a apresentação de abertura do evento como convidado especial.

A abertura do evento contou também com a participação da coordenadora do curso de fisioterapia do Centro Universitário São Camilo, Patrícia Horta. Segundo ela, o trabalho nesta área depende principalmente de conceitos bem estudados e aplicados, além de critérios na sua utilização para a garantia de bem estar aos pacientes.

A eletroterapia baseia-se em procedimentos através de aparelhos geradores de sinais elétricos, como o Ultra-som Terapêutico e o Laser, que buscam facilitar a recuperação de estruturas e funções comprometidas. 

A chefe do setor de fisioterapia da Santa Casa de São Paulo, Nilza Carvalho falou do trabalho de 15 anos deste setor na Santa Casa, que hoje conta com três cursos de especialidades ortopédicas, neurológicas e respiratórias. Ela parabenizou a organização do evento e lembrou que a instituição sediou as duas primeiras edições do Congresso.

Durante a abertura, o presidente do Coffito procurou despertar nos presentes a “importância de se apaixonar a cada dia pela a profissão”. Ao lembrar que hoje o mercado de trabalho da fisioterapia peca ao não valorizar e remunerar da forma merecida o profissional, Dr. Euclides expôs alguns itens que podem levar estes profissionais ao insucesso. Entre essas peculiaridades citou o fato de que muitos profissionais fazem o curso, porém desconhecem a realidade do mercado de trabalho, e por isso ocorrem certas frustrações no decorrer no desempenho profissional. Ele comentou ainda que o desejo em ter seu próprio negócio faz, muitas vezes, com que o profissional esqueça o compromisso com a saúde e a transforme em uma mercadoria “Saúde não e negócio”, afirma ele.

Com um trecho do consultor e professor Álvaro Melo, incentivou os presentes a se tornarem “empreendedores”. E lembrou que isso não significa audácia, mas sim um conjunto de hábitos que podem ser reforçados a cada momento.

Convênio Coffito e Inmetro 

Ao concluir sua exposição, o presidente do Coffito anunciou o convênio firmado recentemente entre o Coffito e o laboratório de ultra-som da divisão acústica do Inmetro. Segundo ele, a parceria está em fase de finalização e vai permitir a fiscalização de equipamentos nas clínicas fisioterapeutas “Esse tem sido um problema muito sério e esta parceria nos ajudará a oferecer à sociedade o que eles esperam em termos de controle e fiscalização da fisioterapia”, explica o Presidente.

A Eletrotermofototerapia

Nos dois dias de debate e apresentações, os participantes conheceram um pouco mais sobre a utilização da eletrotermofoterapia. As apresentações começaram com o professor Dr. Tiago Fukuda, coordenador do evento. Ele afirmou a importância de receberem no evento – um dos únicos do país que debate sobre o tema – participantes de excelente nível profissional que, segundo ele, estabeleceram também o nível de debate do evento. “Hoje, quem trabalha nesta área no país tem ótimos resultados. O profissional precisa ter consciência de que a prática clínica em eletro é fundamental, pois sabemos que há muitos profissionais que utilizam essas técnicas de maneira equivocada, representando um perigo para os pacientes.”, alertou Fukuda.

Organizador das duas edições anteriores do evento, ele apontou como diferencial da terceira edição a mudança de local, antes a Santa Casa. Com a realização no campus da Universidade, foi possível ter um número maior de participantes. Para Fukuda, isso demonstra que o evento vem crescendo a cada ano. Eles pretendem, através do evento, despertar a vontade de conhecer novas áreas de aplicação da eletroterapia e, dessa forma, utilizar os parâmetros corretos para conseguir os melhores resultados terapêuticos.

“A eletroterapia é o carro chefe da fisioterapia hoje na área de pesquisas. Por isso a importância de passar aos profissionais novos conhecimentos para garantir o bem estar dos pacientes”, explica Dr. Fukuda, afirmando que a organização já pensa o 4° Congresso no próximo ano, com a expectativa de que ele seja ainda melhor.

Debates

Uma das mesas de debate do Congresso discutiu o que é importante na aplicação do laser. O mediador desse debate foi o professor Hélio Plapler, presidente da Sociedade Brasileira de Laser e chefe da Disciplina de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental da Universidade Federal de São Paulo. Os debatedores dessa mesa foram o Dr. Nilvaldo Parizoto, Dr. Ricardo Guerra e o Dr. Oscar Ronzío.

Para o mediador do debate, Dr Hélio Plapler, o mais importante a ser observado ao utilizar esta técnica é o laser de baixa potência. “É complicado porque não existem parâmetros já determinados para a utilização dess equipamento em cada tecido. Então, a grande briga refere-se a dosimetria. Tentar achar os melhores parâmetros para serem utilizados em diferentes tecidos”.

O cuidado dos profissionais em relação a dosimetria deve ser, segundo ele, para que cada profissional conheça cada tipo de tecido, pois o êxito da aplicação dependerá do tipo de aparelho e do conhecimento que o profissional tem da ação deste aparelho sobre determinado tecido. “Para ele, determinar o parâmetro que ele poderá utilizar é o principal”, concluiu Dr. Hélio, parabenizando o nível dos debates. “Quem pôde participar teve um proveito muito grande”.

Apresentações

O Dr. Richard Liebano foi um dos palestrantes do evento com o trabalho referente à estimulação por correntes elétricas em feridas, apresentando os benefícios dessa utilização no auxílio da cicatrização de feridas. “Aquelas feridas difíceis de cicatrizar como as venosas, onde o paciente desenvolve ulceração, e isto muitas vezes demora anos, ou em alguns casos, nem chega a cicatrizar. Um exemplo são as feridas diabéticas e as úlceras por pressão.”, explicou Liebano.

Ele destaca que no Brasil já se trabalha há muito tempo com laser de baixa potência, diferente de países como os Estados Unidos onde, até quatro anos atrás, não existia a aprovação legal para uso em pacientes. Lá , a experiência é em corrente elétrica por ultra-som e outros recursos físicos. “Minha contribuição foi justamente mostrar que existe mais uma possibilidade, além do laser, para cicatrização em feridas. Porém , é preciso cuidados com relação à dose da corrente; trabalhamos na base de micro-ampéres. Intensidades altas podem causar queimaduras e prejudicar ainda mais as feridas”, lembra ele.

Outro perigo, segundo Richard, é o de causar infecção cruzada, pois os eletrodos devem ser muito bem limpos na hora de aplicar em diferentes tipos de pacientes.

Ao avaliar o evento, ele falou da sua formação na área e lembrou a importância do Congresso, um dos únicos no país sobre o tema.  “É uma possibilidade que temos de discutir melhor os parâmetros e os efeitos fisiológicos e terapêuticos destes aparelhos, uma vez que existe muita controvérsia e falta fundamentação aos profissionais. É uma oportunidade que temos de trocar informações com colegas que trabalham e pesquisam nesta área.”

De acordo com Dr. Richard, a aceitação do tema entre os fisioterapeutas é boa em geral, mas ele critica a utilização de maneira indiscriminada da eletroterapia em muitas clinicas. “Acabam usando em todos os pacientes e isto não é o mais adequado. Falta um aprofundamento maior desses conhecimentos nos profissionais. É necessário um cuidado muito grande sobre o uso dos aparelhos, normas técnicas e dosimetria”, enfatizou.

Terapia por campos magnéticos

O fisioterapeuta argentino Oscar Ronzío foi o convidado internacional do evento. O professor e pesquisador de Eletrotermofototrerapia falou, em uma de suas apresentações, sobre a terapia por campos magnéticos e seus benefícios. O fundamental, segundo ele, são os benefícios dessa aplicação para pessoas idosas, em cicatrização e regeneração de tecidos ósseos.

No Brasil não há aparelhos para campos magnéticos, já na Argentina, desde 1978, se trabalha com a técnica. Segundo Ronzío, ela pode ser utilizada em patologias agudas e não tem contra-indicações. Ele é membro da Sociedade Argentina de Fisioterapia, uma entidade que, segundo ele, ainda não possui a organização da entidade no Brasil, mas reúne cerca de 900 profissionais que estudam e pesquisam sobre a eletrotermofototerapia.

Os avanços da entidade têm sido lento, segundo ele, pela falta de recursos. E ainda de acordo com o argentino, a quantidade de profissionais que integram a sociedade não é maior pela falta de interesse pelo tema, e necessidade constante de aperfeiçoar os conhecimentos nesta área. 

Agência Coffito 

 

O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participou na noite desta terça-feira, 22, do encerramento do Pautar Brasil, em Brasília. O evento, que começou na segunda-feira, teve como objetivo analisar e unificar a ação dos Conselhos Federais identificando problemas e comuns e aspectos da sua imagem em relação à sociedade.

“Poucos brasileiros se organizam para pensar o Brasil. É um grande desafio discutir o país, porém, vocês já pensaram na força que todos vocês tem? Questionou o ministro na solenidade de encerramento do evento. O ministro incentivou os profissionais presentes a vencerem esse desafio entre profissionais e sociedade. E ressaltou que é importante nesta relação é preservação dos valores éticos que exige cada profissão.

O coordenador do Conselhão e presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Dr. Euclides Poubel e Silva, considerou um momento muito especial o encerramento do Pautar Brasil pela presença do Ministro, que reforça o apoio do governo às profissões do país, além das representações dos 27 Conselhos federais e 84 profissões registradas.

Para o ministro Carlos Lupi é inaceitável conformar-se que por incompreensão. Muitas vezes os profissionais desistem de contribuírem porque são incompreendidos. “Exercitando o debate é possível traçar um processo de amadurecimento na população. Isto é o que vocês estão fazendo aqui. É uma bela iniciativa”, concluiu Lupi.

De acordo com o Dr. Euclides, o resultado do evento é positivo. “Foi surpreendente. Vimos empolgação nas propostas, nos debates. O sucesso do primeiro Pautar Brasil mostra que estamos no caminho certo de buscar mais integração entres os Conselhos Federais e mostrar os projetos que temos para o desenvolvimento do país.

O documento final do Pautar Brasil, aprovado pelos presentes poderá fazer com que haja uma compreensão dos serviços executados, partindo de um controle e de uma fiscalização dos Conselhos. Nesse documento consta como será a organização do Conselhão a partir de agora, com itens e comissões pontuais na execução de tarefas.

Dr. Euclides agradeceu também ao presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social – IBDES, Heitor Kuser, responsável pela organização do evento. Também parabenizou o empenho de Jenner de Moraes, coordenador técnico do Pautar Brasil. Kuser agradeceu a participação dos presentes, dedicando o sucesso do Pautar Brasil ao coordenador técnico Jenner de Moraes. “Estamos absolutamente convencidos de que o desenvolvimento do país passa pelas profissões  e é isso que fizemos aqui”, disse Kuser.

Os presentes assinaram também uma moção de apoio à aprovação da Emenda Constitucional 29, de 2000. Essa emenda define os percentuais mínimos de aplicação em ações e serviços públicos de saúde e estabelece regras para o período de 2000 a 2004.

 

"Assistência Farmacêutica ao Idoso. Uma Abordagem Multiprofissional". Esse é o título do primeiro livro brasileiro que trata do assunto, a ser lançado no dia 14 de junho.

A terapeuta ocupacional Dra. Maria Livia Holsbach, diretora-tesoureira do Coffito, é autora de dois capítulos da obra, organizada pela farmacêutica Profa. Dra Maria Rita Carvalho Garbi Novaes. 

De acordo com a Dra Maria Lívia, o livro contou com a colaboração de 21 autores de nove especialidades: farmácia, medicina, enfermagem, psicologia, pedagogia, terapia ocupacional, biologia, nutrição e educação física. Ela destaca que o objetivo da obra é propor uma preparação dos profissionais da saúde para trabalhar na assistência integral e humanizada ao paciente idoso. “Nosso país se encontra em transição demográfica e epidemiológica, com um crescimento linear de idosos, portanto é fundamental estarmos preparados”, reforça a autora.
 
Dos dois capítulos assinados por Maria Livia Holsbach, um faz referência ao trabalho de reabilitação pelo fisioterapeuta e o segundo aborda a saúde mental do idoso por meio da Terapia Ocupacional.
 
De acordo com a organizadora Maria Rita Novaes, o livro traz uma visão mutidisciplinar “para a melhor compreensão do processo de envelhecimento humano”. Ela afirma que a abordagem realizada por diversas especialidades oferece aos leitores uma reflexão ampliada sobre a inter-relação dos aspectos medicamentosos, socioculturais, psicológicos e biológicos do envelhecimento.
 
Serviço

 
Livro:Assistência Farmacêutica ao Idoso. Uma Abordagem Multiprofissional 248 páginas, ilustrado
R$ 30,00
Lançamento: dia 14 de junho, às 18h30
Restaurante Secondo Verselli, 403 Sul, Brasília – DF 

Agência Coffito

 

 

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