25 de junho de 2007

Abenfisio propõe soluções para a inserção da Fisioterapia na Atenção Básica

Nos dias 7, 8 e 9 de junho a cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, sediou três eventos da Fisioterapia ao mesmo tempo: o XVI Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia da Abenfisio, o X Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Fisioterapia e a I Mostra Nacional de Experiências de Ensino, Serviço e Comunidade, Promovidos pela Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia – Abenfisio.

“Fisioterapia na Atenção Básica: Interações do Ensino, Serviço e Comunidade”. Este foi o eixo temático das discussões propostas pela associação. De acordo com a Dra. Tânia Cristina Fleig, membro da Comissão Executiva do XVI Fórum da ABENFISIO, os espaços de discussão e reflexão delinearam o atual cenário da saúde coletiva e situaram a Fisioterapia nos diferentes contextos nacionais. Foram apontados problemas reais envolvendo os campos do Ensino, do Serviço, da Gestão e do Controle Social. “Para cada problema foi apresentada uma proposição para interagir com esse cenário, norteando e sustentando ações de mudanças”, explicou.

Qualidade do ensino e interação com a comunidade

O documento final do Fórum de Canela trouxe propostas de atuação direta da Abenfisio na questão da qualidade da formação profissional, entre elas uma maior interação sobre instâncias ligadas ao ensino – Ministério da Educação.

Uma outra proposta é adotar uma Educação Permanente em Saúde como estratégia estruturante para formação de um corpo docente integrado ao SUS, além de ações de ensino com impacto na comunidade e criação de metodologias que envolvam os estudantes com a realidade, desde o começo do curso. O Fórum também propôs uma revisão dos Planos Político-Pedagógicos, orientados pelo conceito ampliado de saúde.

Para a Dra. Ana Cristhina Brasil, vice-presidente do Coffito, um dos principais pontos discutidos no Fórum foi a importância de rever a questão da proliferação de cursos. Ela enfatizou a necessidade de que os novos cursos de Fisioterapia sigam os critérios do Conselho Nacional de Saúde – CNS, e disse ainda que o documento final será encaminhado aos ministérios da Educação e da Saúde. “A interface com os Ministérios se torna mais fácil por estarmos em uma Associação. Precisamos usar essa força para melhorar a qualidade do ensino”, destacou.  Ana Cristhina também ressaltou as discussões em torno do estágio e das atividades práticas e complementares, e falou sobre a ocorrência do estágio “extra-curricular”, atividade não reconhecida pelas instituições de ensino, e que implica exercício ilegal da profissão.

Parcerias com Conselhos

A Dra. Francisca Rego, diretora-secretária do Coffito, chamou a atenção para uma outra importante conclusão dos participantes do fórum: o fortalecimento da parceria entre a Abenfisio e o Sistema Coffito/Crefitos a partir de uma agenda permanente de trabalho.

“Também se falou em estimular a parceria entre a Abenfisio e as associações regionais sócio-culturais-científicas, e na sensibilização de gestores para garantir a participação de professores e estudantes nos espaços de discussões da Associação”, disse.

Segundo a Dra. Francisca, um assunto que também vem sendo tratado pela Abenfisio é a questão da carga horária mínima para os cursos de fisioterapia. Em 2004, um parecer do Ministério da Educação previa a redução da carga horária de alguns cursos na área da saúde, entre eles o de Fisioterapia, que cairia de 4.500 para 3.200 horas.

O parecer ainda está sendo revisto pelo Conselho Nacional de Educação, e o Ministério ainda não se posicionou novamente sobre o tema. “Mas a luta da Abenfisio e do Coffito é que sejam mantidas as 4.500 horas, carga horária ideal para garantir a formação e a qualidade da formação profissional”, afirmou a diretora, que também atua como  coordenadora da Comissão de Educação do Conselho.

Mostra de Experiências

O evento contou ainda com uma idéia inovadora: a I Mostra Nacional de Experiências Ensino, Serviço e Comunidade, um espaço para a reflexão sobre as relações entre o processo de inserção do fisioterapeuta nas equipes de saúde e na educação em saúde. Acadêmicos, docentes e profissionais fisioterapeutas divulgaram novas ações e metodologias de trabalho e de ensino relacionados ao sistema de saúde vigente no país, e à atenção integral da saúde no sistema regionalizado e hierarquizado de referência e contra-referência.

De acordo com a Dra. Tânia Fleig, “foi gratificante a resposta dos participantes, que trouxeram para os momentos de convivência, as inúmeras formas de inserção e de parcerias desenvolvidas pelos atores presentes nos cursos de graduação em Fisioterapia de todo o Brasil”.

Segundo ela, pôde-se assim considerar a realidade da inserção da Fisioterapia na atenção básica, que se distingue por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo; por meio de práticas gerenciais e sanitárias, democráticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipe, dirigidas à população de territórios bem delimitados, considerando a diversidade existente no espaço em que vivem as comunidades a serem assistidas.  Os resumos dos trabalhos inscritos e apresentados na Mostra serão publicados na próxima edição da revista Terapia Manual.

Espaço de debate e construção de consensos

Para o Dr. Fernando Ferrari, coordenador do CICAT – Comitê Interdisciplinar Científico, Acadêmico e do Trabalho – do Coffito, os fóruns da ABENFISIO vêm cumprindo um importante papel. “Além de abrir espaço de construção de consensos acerca de questões pertinentes à formação e à atuação do fisioterapeuta, os fóruns são também momentos de socialização da acumulação histórica que esta entidade alcançou ao longo de sua trajetória”, disse. “A cada evento novos parceiros são incorporados e contagiados pelo ambiente democrático, de respeito, e pelo alto nível do debate”, completou.

Resultado Positivo

“Diante dos resultados obtidos, percebe-se que a ABENFISIO é uma associação agregadora dos atores que entendem a necessidade de diálogo frente ao processo de formação dos profissionais fisioterapeutas, afinando o discurso com o contexto apresentado nos Projetos Pedagógicos de Cursos de Graduação em Fisioterapia e com as ações desenvolvidas nas práticas cotidianas do fisioterapeuta”, avalia Tânia Fleig.

Para ela, a cada momento de participação em Fóruns Nacionais e Regionais de discussão do Ensino de Fisioterapia, um maior número de pessoas vem assumindo compromissos e responsabilizando-se coletivamente quanto aos processos de mudanças.

Agência Coffito

25 de junho de 2007

Carta do Maranhão: compromisso coletivo para o acesso de Terapia Ocupacional aos cidadãos

“Concluímos esta Carta do Maranhão – que representa o compromisso com as políticas públicas, com o sistema único de saúde e com a organização da classe dos Terapeutas ocupacionais que anseiam e reivindicam a contrapartida dos gestores públicos – assumindo esse compromisso coletivo, com ações políticas que garantam o acesso de Terapia Ocupacional aos cidadãos maranhenses”. Esse é o trecho final da Carta do Maranhão, encaminhada nesta segunda-feira (25) à Agência Coffito e resultado do I Encontro Estadual de Terapeutas Ocupacionais do Maranhão – EETOMA, realizado de 13 a 16/6/07 na cidade de São Luís, no Maranhão.

Realizado pela ONG Juventude Sem Fronteiras, presidida pela terapeuta ocupacional Dra Cláudia Damasceno, em parceria com a Delegacia do Crefito 12, no Maranhão, e sob a coordenação da Dr.ª Creuza Lázaro, o I EETOMA foi um marco na história da terapia ocupacional do Maranhão, e a coordenação do evento avisa: “não medirá esforços em buscar todos os espaços que foram e os que tornar-se-ão abertos para a visibilidade da terapia ocupacional”.

A vice-presidente do Coffito, Dr.ª Ana Cristhina de Oliveira Brasil, proferiu a palestra magna com o tema “XII Conferência Nacional de Saúde: Resultados e Perspectivas para a Terapia Ocupacional”, na qual abordou os pontos fundamentais para o fortalecimento da identidade profissional e crescimento da categoria de Terapia Ocupacional. 

Durante a palestra, a Dr.ª Ana Cristhina destacou tópicos do Relatório Final da XII CNS que dizem respeito especificamente à Terapia Ocupacional e à necessidade de formação de equipes multiprofissionais, indispensáveis para a implementação da Política Nacional de Saúde que visa a atenção integral à saúde da população, com ênfase na estratégia e Programa de Saúde da Família (PSF).
Debates

A discussão nas mesas redondas incluíram: – a identidade política da terapia ocupacional; – o papel da academia junto ao mercado de trabalho para terapeutas ocupacionais; – processo de sindicalização; – terapeutas ocupacionais e os desafios nas políticas de saúde, além de contar com relatos de experiências de 12 profissionais terapeutas ocupacionais que atuam em áreas variadas de assistência, em diversos municípios do Maranhão.

Também foram convidados a proferirem palestras o membro da Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e presidente do Morhan – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, Artur Moreira de Sousa e a terapeuta ocupacional, diretora-tesoureira do Coffito, Dra Maria Lívia Carvalho Garbi Holsbach. Também participaram o assessor técnico do Coffito, Dr. Denilson Magalhães; a vice-presidente do Crefito 12, Dra. Tonya Penna de Carvalho Pinheiro de Souza e a presidente do Crefito 1, Dra Luziana Carvalho de Albuquerque Maranhão.

Diversas autoridades locais e regionais também participaram do Encontro. Ao final do evento, a Dra Creuza Lázaro fez a leitura da Carta do Maranhão, dirigida às autoridades políticas presentes, reafirmando que a entrega do documento será feita oficialmente, de acordo com a tramitação legal necessária.

Logo depois foram entregues os troféus “Amigos da Terapia Ocupacional”. De acordo com a coordenação do evento, o I EETOMA possibilitou ainda mais a proximidade dos profissionais e estudantes, com as representações da Terapia Ocupacional em âmbitos nacional e regional: Coffito e Crefito-12, fazendo ver a disponibilidade dos Conselhos em buscar a valorização profissional dos terapeutas ocupacionais que representam.

Agência Coffito

Com informações do Dr. Denílson Magalhães (assessor técnico do Coffito) 

Fotos: Crefito 12

23 de junho de 2007

Jornal O Povo: Terapia no cavalo ajuda 10 alunos autistas

EQUOTERAPIA

Terapia no cavalo ajuda 10 alunos autistas

Lucinthya Gomes
Especial para O POVO

Autistas assistidos pela Casa da Esperança participam de projeto de equoterapia, que é uma modalidade de terapia com cavalos. O trabalho é desenvolvido em parceria com Cavalaria da Polícia Militar do Ceará

No primeiro contato, a sensação foi de medo. Medo do cavalo, medo de montar, medo de cair. Mas, passado pouco mais de um mês da equoterapia (modalidade de terapia com cavalos), autistas assistidos pela Casa da Esperança já apresentam sinais dos benefícios. À medida que o medo inicial é vencido, por meio de vários métodos de aproximação com os cavalos, eles têm oportunidade de melhorar as relações sociais, a ansiedade e a participação nas atividades. A modalidade de terapia, que foge da rotina, beneficia também o equilíbrio, a coordenação motora e a postura.

O trabalho é resultado de parceria firmada entre a Casa da Esperança e a Cavalaria da Polícia Militar do Ceará, sendo realizado às terças e quintas-feiras pela manhã. Por enquanto, apenas dez dos mais de 250 alunos da Fundação estão participando. A idéia é expandir o projeto, possibilitando a equoterapia para outros alunos. Conforme o equitador, capitão Daíso Rodrigues Filho, as conquistas de um trabalho realizado com autistas são recompensadoras. Observa-se o caso de alunos que já têm domínio do cavalo, compreendem os sinais emitidos por ele, fazem conversões, como Sávio Gabriel de Queiroz, de 11 anos.

“Você vê que eles não são limitados como a gente imagina. Quando você vê o retorno, é uma conquista. Não foi tão difícil”, afirma o capitão. De acordo com ele, cada criança ou jovem reage de um modo diferente às atividades. Everton Lima, 21, que também é autista, é um dos jovens que participam das aulas de equitação e sente os resultados. “Vai cair, vai cair”, temia, enquanto montava no cavalo. Mas bastou o animal dar alguns galopes, para ele se sentir mais à vontade.

Nas primeiras aulas, Everton, sempre pedia a presença do equitador, para poder se apoiar e se sentir mais seguro. Agora, ele já fica sozinho por alguns instantes. “Logo no primeiro dia, ele aceitou subir no cavalo, mesmo que com um pouquinho de medo. Ele está melhorando muito, está trabalhando a postura”, diz a mãe, Arlinete de Lima, 56. Mas, os benefícios da equoterapia já são percebidos também no comportamento de Everton. “Eu estou muito feliz, porque tem melhorado a socialização, a interação com as pessoas. A comunicação dele está muito melhor”, comemora.

A terapeuta ocupacional da Casa da Esperança, Ulânova Coelho, que coordena o setor de estimulação neurosensorial da Fundação, afirma que as crianças escolhidas apresentam agitação considerável e têm alguma dificuldade de executar as atividades propostas. “Com esse projeto, eles estão mais calmos, participam melhor das atividades da Casa, do contexto familiar. A equoterapia traz benefícios para a questão social, para o vínculo, interação e atividades de grupo. A ansiedade diminui consideravelmente”, explica. Segundo ela, o maior objetivo é que cada criança conquiste a independência, podendo montar sozinhas.

SOBRE EQUOTERAPIA
http://www.equoterapia.org.br

EMAIS

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza cavalos, proporcionando abordagem interdisciplinar e trazendo benefícios na área da saúde, educação e equitação, importantes para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência.

Segundo o equitador, capitão Daíso Rodrigues Filho, o primeiro passo para driblar o medo é adotar métodos de aproximação do jovem com o cavalo. Eles dão alimentação, fazem carinho, tocam no pêlo e conduzem os animais.

Com poucas aulas, os alunos já estão bem familiarizados. “No começo eles não querem se aproximar. Mas é possível acompanhar a evolução da criança. Eles chegam correndo, fazem questão de montar, chamam os cavalos pelo nome”, comemora.

SOBRE O AUTISMO

O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento infantil (TID) que afeta uma em cada mil crianças nascidas vivas no mundo. As crianças são na sua maioria do sexo masculino.

Os problemas que compõem o espectro do autismo geralmente se manifestam antes do terceiro ano de vida e afetam a capacidade de comunicação (fala, gestos e níveis não verbais de comunicação), o modo de brincar, o comportamento e a socialização da criança, que geralmente se isola e não participa de brincadeiras imaginativas com outras crianças.

O diagnóstico deve ser feito por um médico o mais precoce possível, para dar início às intervenções terapêuticas e pedagógicas adequadas e aumentar as chances de uma vida feliz e produtiva no futuro.

Fonte: Jornal O Povo

22 de junho de 2007

Conselhão: pauta da reunião inclui Mercosul e relatórios do Pautar Brasil

Coordenado pelo presidente do Coffito, Dr. José Euclides Poubel e Silva, o Fórum dos Conselhos de Profissões Regulamentadas reuniu-se na tarde desta quinta-feira (21) na sede do Conselho Federal de Administração,
em Brasília. A pauta incluiu a prestação de contas do Pautar Brasil, a discussão sobre o exame de proficiência e uma palestra sobre abertura no setor de comércio e serviços no Mercosul, com o diretor Secretaria de Comércio e Serviço do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, Maurício Lucena do Val.

 

Durante a primeira parte da reunião o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social – IBDES, Heitor Kuser, apresentou os relatórios do Pautar Brasil, evento que reuniu os Conselhos Federais e mostrou os projetos que cada um deles tem para o país (veja mais sobre o evento em www.ibdes.org.br). O presidente do IBDES também apresentou o projeto do Portal das Profissões, que vai permitir maior integração entre os Conselhos, profissionais e sociedade.

De acordo com o presidente do Coffito, o evento deve ficar marcado na história dos Conselhos. “Não faltou o empenho dos Conselhos e do IBDES para que o pautar Brasil fosse o sucesso que foi. Tivemos debates qualificados, discussões importantes e projetos que podem fazer a diferença no desenvolvimento deste País”, disse.

 

Depois da apresentação do IBDES, foi a vez dos presidentes e representantes dos Conselhos Federais acompanharem a palestra do diretor Maurício Lucena do Val. Ele propôs aos presidentes dos Conselhos presentes a integração dos conselhos para uma participação mais efetiva das profissões nas relações do Mercosul. Sugeriu ainda que Conselhos façam uma reunião de capacitação para que este setor de comércio e serviço possa dar subsídios, identificar os interesse dos conselhos e buscar o nivelamento mínimo para elaborar, apresentar, orientar e também resgatar as preocupações dos conselhos federais para as relações exteriores e atividades profissionais do Mercosul. A sugestão foi aceita e a reunião será organizada pelo Conselho Federal de engenharia e Arquitetura (Confea) que já possui algumas experiências em relações com o Mercosul, vai realizar o encontro.

União é essencial

 

O assessor parlamentar do Coffito, Jenner de Morais, explica que, como no Mercosul já estão adiantadas as negociações para a abertura de serviço às profissões da área de saúde, já existem negociações para parcerias no exterior. “Porém, outros conselhos ainda não puderam tratar isso diretamente, com exceção do Conselho de Engenharia, que já faz esta relação, pela abertura do mercado de telecomunicações e a entrada de muitos profissionais de empresas telefônicas do exterior no Brasil que geralmente são engenheiros, e então o Confea teve que se inserir nesta discussão e tratar essa relação com os países do Mercosul que estavam habilitados e acostumados a fazer isso”, afirma Jenner.

 

Segundo ele, o Conselho Federal de Administração recentemente foi chamado no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio e resolveu estender o convite para as outras profissões que compõem o Fórum das Profissões Regulamentadas. “A partir dessa palestra vamos organizar a inserção dos conselhos com as pessoas  das assessorias e das diretorias que tem os métodos para nivelar as informações a manter todos os Conselhos no mesmo nível de conhecimento sobre serviços no Mercosul”, explica Jenner.

Para Jenner, depois desse processo de qualificação os Conselhos estarão prontos para discutir detalhadamente com os negociadores no Mercosul, de uma forma que se possa assessorar esses negociadores. “Entendendo as características vamos passar a nos reunir com os Ministérios envolvidos nessas relações exteriores e poderemos assessorar os negociadores brasileiros no Mercosul”, defende Jenner, reafirmando que a relação ficará mais qualificada. “Poderemos mapear e entender como a se processam as decisões na mesa de negociações. A gente não vai chegar lá com problemas pequenos ou suposições; a gente vai assessorar de maneira qualificada”, conclui.

 

Agência Coffito

Para Poubel, a união das profissões regulamentadas é essencial. “O Conselhão reúne 80 profissões; se cada uma tentar negociar e articular idéias e ações isoladas fica impossível uma atuação forte e permanente do. Mas a partir de agora temos a possibilidade de tentarmos um trabalho unificado com o Ministério e as secretarias que abrangem esse tema. Poderemos enfim, estruturar e organizar esta discussão. Com esta contribuição do Ministério e as outras discussões traçadas aqui, avalio que foi altamente produtiva a reunião, principalmente pela avaliação positiva do Pautar Brasil. Tivemos aqui a participação expressiva de oito presidentes de Conselhos. O Conselhão está cada vez mais estruturado e deixando muito clara a posição de que precisamos unificar nossas ações”, afirmou o presidente do Coffito.

O coordenador do Conselhão Dr. Euclides Poubel, considerou de extrema importância a exposição do diretor. “Esse assunto vem sendo tratado isoladamente por um conselho ou por determinadas áreas do conhecimento. Isso no desperta agora para trabalharmos de forma coletiva e organizada para nivelarmos as informações necessárias para esta relação, tanto legislativas, quanto de procedimentos referentes aos diversos serviços que o Mercosul pode oferecer”, explica.

22 de junho de 2007

Audiência Pública discute fiscalização e exames de proficiência

Brasília – Discutir a conveniência de uma lei geral sobre a fiscalização que é feita pelos Conselhos Profissionais e a exigência de exames de proficiência como condição para exercício profissional. Esse foi o tema da Audiência Pública realizada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados na manhã desta quinta-feira (21). Na abertura da audiência, o deputado Fernando Coruja, autor do requerimento, questionou a necessidade de regulamentação das profissões, devido ao grande número de pedidos que chegam ao Congresso. Falou ainda na necessidade de uma avaliação periódica dos profissionais, a fim de fornecer à população um atendimento de qualidade além de garantir aos profissionais, condições de manter suas profissões.  O presidente do Coffito, e coordenador do Fórum dos Conselhos de Profissões Regulamentadas – o Conselhão, Dr. José Euclides Poubel e Silva, fez um apelo para que a mudança de critérios para abertura de novos cursos seja discutida exaustivamente. "Enquanto a lei permitir que um curso seja aberto a partir do cumprimento de alguns itens, a enxurrada de novos cursos de e novas universidades vai continuar ocorrendo no país", afirma.

 

Para o presidente da OAB, Raimundo Cezar Britto, disse que o ensino no país foi mercantilizado, sem que a qualidade fosse levada em conta. Ele falou ainda na importância da independência de fiscalização aos Conselhos e defendeu que Os Conselhos Federais tenham a liberdade de avaliar os profissionais antes que entrem no mercado de trabalho, pois assim exerceriam uma função muito mais forte e ativa na sociedade. Segundo ele, a intenção não é barrar o exercício da profissão e sim fazer seleção de mercado. "O objetivo da seleção é melhorar o ensino no país e evitar que o número de instituições se torne apenas uma estatística para apresentar aos órgãos internacionais".

O representante do presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Oscar Lopes Oliveira, ressaltou que a fiscalização de cursos superiores cabe ao MEC, mas que a cobrança de conhecimentos medianos de profissionais recém-formados é de responsabilidade dos Conselhos Federais. Afirmou ainda que a função dos Conselhos não deve ser punitiva, mas sim de assumir uma postura firme fiscalizatória, além de zelar sobre o profissional que está no mercado. "O Exame de suficiência é o início da mudança cultural que vai exigir maior conhecimento dos profissionais. É um compromisso com a responsabilidade social no país", disse.

 Ainda na Audiência Pública, Pedro Pablo Chacel, corregedor do Conselho Federal de Medicina, falou sobre o crescimento desenfreado das instituições de ensino no país e ressaltou os interesses políticos que cercam a criação de novas universidades. Ele apresentou ainda estatísticas que colocam o Brasil no 2º lugar em número de universidades, ficando atrás, apenas da Índia. Em relação ao exame de suficiência, disse que será difícil implementar na Medicina devido ao grande número e diversidade das especialidades, mas que já existe um Programa de Recertificação para os profissionais. A cada cinco anos, o médico deve recertificar seu título de especialista o que, segundo ele, garante a qualidade do profissional no decorrer da sua carreira.

“Não podemos tratar a educação de modo emergencial”

Para Fernando Costa, representante do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – Confea, não há consenso no Sistema sobre a realização de provas de suficiência, mas que a avaliação periódica dos profissionais é bem aceita, tanto pela necessidade da educação continuada, como possibilidade de qualificação profissional. "Se o aluno sai despreparado da universidade, a culpa não é do aluno e sim da instituição de ensino que o formou". De acordo com o presidente do Coffito, Dr. Euclides Poubel, problemas de formação causam prejuízos técnicos e à sociedade como um todo. “Quem é punido é o profissional, que atua de acordo com o que aprendeu na universidade que o formou. As universidades devem ser mais rígidas nas avaliações internas, evitando que os alunos sejam mal preparados”, afirmou o Dr. Euclides Poubel. Ele defende um exame profissional periódico, mas afirma que um profissional só deve perder o direito de atuar se ocorrer algum ato ilícito durante o exercício da profissão. "Temos que discutir o problema da sociedade e encontrar uma solução a médio e longo prazo. Não podemos tratar a educação de modo emergencial", concluiu.  

Agência Coffito

22 de junho de 2007

Proposta de gestão para hospitais públicos deve ir ao Congresso na próxima semana

Recife – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou hoje (22), durante visita ao Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Recife, que o governo federal vai encaminhar, na próxima semana, ao Congresso Nacional, projeto de lei complementar que  permite a criação de fundações para administrar os hospitais  públicos federais.

Segundo ele, o objetivo da iniciativa, que vem sendo discutida há dois anos pelos ministérios do Planejamento e da Saúde, é dar mais agilidade administrativa nas licitações e contratos. "Grande parte dos hospitais públicos brasileiros vem sendo sustentada através de fundações privadas, que têm um modelo de gestão condenado pelo Tribunal de Contas da União e o Ministério Público em todo o país”, justificou.

O ministro destacou o que vai mudar com o novo modelo. “Os hospitais passam a ter uma gestão profissionalizada, acabando com as indicações políticas para preenchimento de cargos, funcionarão a partir de um contrato de cumprimento de metas e os funcionários novos, que começarão a trabalhar a partir da criação das fundações, passarão a ser regidos pela CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], ou seja, não terão mais estabilidade”, declarou.

José Gomes Temporão assegurou que as modificações vão trazer benefícios significativos para a população. Disse ainda que a proposta que conta com a adesão dos governadores Eduardo Campos, de Pernambuco, Jaques Wagner, da Bahia, Marcelo Deda, de Sergipe, vai beneficiar 3 mil hospitais públicos em todo o país.

O projeto terá início pelos hospitais do Ministério da Saúde, que são nove no Rio de Janeiro, e pelos 47 hospitais do Ministério da Educação.

O ministro acompanhou, em Recife, obras em unidades hospitalares para melhoria da assistência à saúde, desenvolvidas pelo governo de Pernambuco, em parceria com o governo federal.  Uma das unidades visitadas, junto com o governador Eduardo Campos, foi o Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape), que teve o credenciamento autorizado pelo Ministério da Saúde, para realizar atendimento de alta complexidade em cardiologia, a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade precisa  ainda ser credenciada como hospital de ensino e pesquisa, o que garantirá recursos federais adicionais para o funcionamento.

Temporão também esteve no Hospital Materno Infantil (IMIP) e no Instituto do Fígado de Pernambuco, instituição privada sem fins lucrativos, mantida por doações de empresários, que atende exclusivamente a pacientes do SUS. Ele conheceu ainda os detalhes do projeto que vai transformar o Hospital Oswaldo Cruz em referência estadual para atendimento aos portadores de câncer. O empreendimento, que tem orçamento de R$ 8 milhões, será viabilizado em parceria com o Instituto Nacional do Câncer e o Ministério da Saúde.

Na semana passada, o ministro da Saúde comentou o debate em torno do projeto de lei que trata das áreas do serviço público que podem ser geridas por fundações públicas de direito privado. Ele disse que chamar a proposta de privatização do SUS é um "surto à inteligência".

Fonte: Agência Brasil

22 de junho de 2007

Terapia Ocupacional: Federal de São Carlos possui uma vaga na unidade Saúde Escola

A Universidade Federal da Paraíba disponibiliza seis oportunidades para professor substituto. Quatro delas são para o departamento de Letras Estrangeiras Modernas, para a área de Língua Inglesa. Os candidatos precisam ser graduados em Letras, com habilitação em Língua Inglesa. As inscrições serão período de 20 a 26 de junho. As outras duas vagas são para o departamento de Artes Visuais, uma é para área de Fundamentação Teórica e a outra é para Fundamentação em Prática Artística. Os interessados devem efetuar a inscrição entre 25 de junho e 06 de julho. Ambas inscrições serão realizadas na secretaria dos departamentos.

Já a Universidade de Brasília (UnB) oferece uma vaga para professor substituto e outra para professor visitante. O professor substituto irá trabalhar na faculdade de Medicina, na área de Medicina da Criança e do Adolescente. O regime de trabalho é de 20h semanais. Enquanto o professor visitante irá para o departamento de Fitopatologia, na área de Virologia. A jornada é de 40h semanais. As inscrições serão realizadas nas respectivas unidades acadêmicas, entre os dias 21 e 29 de junho, das 08h30min às 11h30min e das 14h30min às 17h30min.

Outra oportunidade é oferecida pela Universidade Federal de Santa Catarina. A vaga é para Jornalismo On-line e Webdesign. Para fazer parte da seleção o interessado deve procurar a secretaria do departamento de Jornalismo, entre os dias 20 a 22 de junho e 25 a 26 de junho. A taxa é de R$ 20. O candidato deverá apresentar cópia do currículo e o comprovante da taxa de inscrição. Mais informações no www.ordhs.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721-9497/ 3721-9913.

Enquanto a Universidade Federal de São Carlos possui uma vaga na unidade Saúde Escola. A oportunidade é para graduados em Terapia Ocupacional com especialização em Terapia da Mão e atuação comprovada no atendimento à portadores de lesão traumática na mão. As inscrições serão concluídas por meio do preenchimento da ficha de cadastro, disponível na página eletrônica www.srh.ufscar.br e no departamento de Desenvolvimento de Pessoal da Secretaria Geral de Recursos Humanos, entre os dias 20 de junho e 03 de julho. A taxa é de R$ 25.

A Universidade Federal do Piauí oferece uma vaga para Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Os interessados precisam ser graduados em Biologia. A jornada de trabalho é de 20h semanais. Para concorrer a vaga é necessário procurar a secretaria do campus Amílcar Ferreira Sobral, entre os dias 18 e 22 de junho, para apresentação de cópia do diploma de graduação, da carteira de identidade, de comprovante de quitação com a justiça eleitoral, currículo comprovado e comprovante de pagamento da taxa de inscrição. A taxa é de R$ 23.

 

Fonte: CorreioWeb

21 de junho de 2007

Funcionários da UNIGRAN aprendem a evitar lesões de coluna

Uma estatística de acadêmicos do curso de Fisioterapia revelou que um trabalhador de serviços gerais, que carregue peso, pode repetir o mesmo movimento até 50 vezes em um dia de trabalho. Tanto o esforço para o levantamento do peso, quanto a repetição do movimento pode ocasionar lesões na coluna e, por isso, o programa Universidade Coorporativa da UNIGRAN reuniu acadêmicos pesquisadores e profissionais do serviço geral que atuam na Instituição, no sábado (16), juntando estudo e prática em favor da qualidade de vida.
 
O encontro serviu como oportunidade para que os acadêmicos do segundo ano de Fisioterapia pudessem mostrar os resultados da pesquisa, utilizando o aprendizado acadêmico para melhorar a própria realidade da Instituição, através do aperfeiçoamento de seu quadro funcional. Os estudantes mostraram maneiras e posturas corretas para evitar lesões de coluna e dores lombares, coordenaram exercícios de ginástica laboral e demonstraram técnicas na prática.
 
Para o acadêmico Jeferson Rodrigo da Silva Barbosa, o principal objetivo é justamente evitar lesões que prejudiquem a qualidade de vida dos funcionários. “Queremos que o esforço que elas fazem durante o dia não seja causador de lesões, nem de desconfortos durante a noite, no horário de descanso”, diz ele, assinalando que é necessário conscientizar que fazer os movimentos de maneira correta e manter uma boa postura no trabalho e no dia-a-dia só contribuem para a qualidade de vida de qualquer pessoa.
 
Helena Martins Ribeiro, de 35 anos, trabalha nos serviços gerais da UNIGRAN há 9 anos. Recentemente esteve com dores nas pernas por problemas de coluna e, por sentir na pele essa problemática, mostrou-se bastante interessada no assunto. “Sinto dores na coluna, no pescoço que já diminuíram com a ginástica que estamos fazendo na academia. A gente na pressa faz tudo errado, mas já aprendemos com eles [os acadêmicos] coisas como pôr o balde em cima de uma cadeira pra não prejudicar tanto a coluna. Isso ajuda bastante”, diz ela. 

Fonte: AgoraMS

20 de junho de 2007

Coffito participa do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência

“Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza”, para que a sociedade brasileira cumpra este que é um dos primeiros artigos da constituição do país, centenas de portadores de deficiência participaram na manhã desta quarta-feira (20) da abertura do Seminário “O legislativo e a pessoa com deficiência consolidando direitos”. A abertura foi realizada no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados e contou com a participação de três representantes do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito). A vice-presidente, Drª. Ana Cristhina Brasil, e o assessor técnico Dr. Denílson Magalhães.

O Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, presente na abertura do Seminário, lembrou da importância da criação da frente para os defensores históricos deste tema. “A criação da Frente Parlamentar é motivo de alegria para todos que militam na defesa e promoção dos direitos das pessoas com deficiência. O Poder Legislativo é um parceiro fundamental nesta luta, pois é neste espaço que são discutidas as leis que asseguram os direitos fundamentais desta parcela da população”, afirmou.

Frente Parlamentar

Na abertura do seminário foi instalada a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), é o coordenador técnico deste grupo de mais de 120 parlamentares. Ele falou dos desafios que este grupo de deputados terá a partir de agora.

Para a vice-presidente do Coffito, Dra Ana Cristhina Brasil, a iniciativa contempla um debate que precisa ser aprofundado na sociedade e nas esferas do poder público. Coordenadora da Comissão de Assuntos Parlamentares da Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a Dra. Ana Cristhina acredita que o debate, assim como o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é mais um passo para a democratização das informações e para a implementação e o avanço de políticas públicas que garantam diretrizes básicas como a acessibilidade.

“O ambiente é favorável pois, no Congresso Nacional, vários parlamentares querem fazer ações mais efetivas nesta área. Nossos desafios passam por implantação de políticas públicas e garantir que exista orçamento disponível para sua implantação. Além disto, teremos a possibilidade de criar uma rede de relacionamento onde poderemos mobilizar o parlamento brasileiro nas diversas instâncias”, lembrou.

São mais de 24,5 milhões de brasileiros

No Brasil, segundo o último censo no ano de 2000, há mais de 24,5 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Os problemas referentes à acessibilidade

foram os mais abordados na primeira mesa de debate da manhã.

Sheila Melo, secretária geral do Fórum Permanente de Apoio e Defesa da Pessoa com Deficiência no Distrito Federal, lembrou que o desrespeito à lei de acessibilidade, aprovada em 2000 continua. “O transporte público, por exemplo, ainda é o problema mais grave. Somos impedidos de ir e vir, direito fundamental. Tivemos a notícia nesta semana de que uma nova frota de mais de 100 ônibus  será posta em circulação em Brasília, mas nenhum deles está adaptado aos portadores de deficiência”, denuncia.

 

A lei 10.048 aprovada em 2000, conhecida como a Lei da Acessibilidade foi uma das vitórias dos portadores de deficiência em todo o Brasil. Mas para que ela seja cumprida é necessário mais fiscalização. O Deputado Eduardo Barbosa afirma que este também será o trabalho da Frente. “A Frente coloca na sua agenda a partir deste seminário, o acompanhamento e controle da aplicação desta lei, acionando a justiça, caso seja constatado qualquer desrespeito por parte dos órgãos públicos”, enfatiza o Deputado, que também lembra que estes órgãos tem de acordo com a lei de três a cinco anos para adequar seus espaços de acordo com a necessidade do portador de deficiência.

 

Para Sheila, é preciso debater esse tema com a sociedade, que ainda precisa de mais informações referente aos problemas e direitos destas pessoas. “Já é um avanço que termos uma comissão como essa, porque antigamente os setores públicos quase não falavam disto. A população ainda tem pouca informação para se inserir no debate, quanto mais conversas sobre estas questões os questionamentos vão ficando mais claros. A partir do momento que a sociedade não toma conhecimento das nossas necessidades, não consegue compreender nossas dificuldades.”, concluiu ela.

 

Denominações

Na mesa de abertura, Alexandre Carvalho Baroni, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) lembrou do cuidado que as pessoas devem ter em dar denominações aos portadores de qualquer tipo de deficiência. Cuidado que foi reforçado por Fabiana Maria das Graças Soares de Oliveira, coordenadora de Educação da Federação Nacional das APAEs, e coordenadora de Programas e Projetos da Secretaria de Trabalho e Assistência Social do Mato Grosso do Sul. “Além das mudanças de conceitos, precisamos incentivar o combate a discriminação e ao preconceito. É necessário uma grande campanha para exigir das pessoas uma mudança de atitude no tratamento ao portador de deficiência. Estes são nossos desafios”, lembrou.

 

Desafio que foi vencido por Adnilson Marins dos Santos, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais/APAE de Patos de Minas(MG), ele deixou claro que os portadores de deficiência, podem atingir os mesmos resultados do que qualquer pessoa. “Eu recém terminei meu ensino médio, porque antes não nos davam a oportunidade de usufruir deste direito simples que é a educação. As limitações impostas eram bem mais fortes. Agora a era do inútil acabou.” concluiu ele.

O Seminário foi uma promoção da Comissão de Seguridade Social e Família com o apoio das Comissões de Educação e Cultura, Direitos Humanos e Minorias. A secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação divulgou uma nota pública durante o evento, reafirmando o compromisso da autarquia com uma política inclusiva que contemple a diversidade, respeite as diferenças e promova a igualdade.

Agência Coffito

Foto: Agência Câmara

Para a vice-presidente do Coffito, Dra Ana Cristhina Brasil, a discussão sempre foi muito pertinente ao Coffito, em especial agora que integrará – representado por sua diretora secretaria, Dra. Francisca Rêgo – a Comissão Intersetorial de Saúde e da Pessoa com Deficiência do Conselho Nacional de Saúde.

Ela aponta como problema também o não cumprimento das leis. “Embora existam muitas leis que protegem essas pessoas, elas são descumpridas e para que isso ocorra é necessária a participação de um grande parceiro que é o Ministério Público”.

Em suas considerações aos presentes no evento, a vice-presidente do Coffito abordou outro tema importantíssimo para os portadores de deficiência: o acesso à educação. “Já na área educacional nós precisamos focar na capacitação dos profissionais da saúde que irão trabalhar com estas pessoas. Hoje quase nenhum profissional da área está preparado para trabalhar com portadores de deficiência. É complicado fazer assistência á saúde “sem falar mesma língua”.

“Precisamos da sensibilidade de conselhos como o de educação e saúde, para mudar essas matrizes curriculares e garantir e fortalecer esta comunicação entre profissional e paciente com mais efetividade. Isto sim nos auxiliará a manter o controle social que é nossa responsabilidade.”, concluiu a Dra. Ana Cristhina.

“As discussões foram profícuas. É possível notar que entre as pessoas portadoras de deficiência que estavam lá, ainda existem algumas dúvidas com relação ao próprio Estatuto, o que talvez demonstre que nem todos foram ouvidos”.

20 de junho de 2007

Assinado decreto que cria a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assina hoje (20), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), decreto que cria a Comissão Interministerial de Gestão da Educação na Saúde. A Comissão tem como objetivo atuar como órgão consultivo para orientar a formação em residência, especialização e pós-graduação em saúde. Na mesma cerimônia, os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Educação, Fernando Haddad, assinam portaria interministerial que institui no âmbito do SUS o Programa de Educação para o Trabalho em Saúde (PET-Saúde), que permite a estudantes de graduação a desenvolver projetos na rede pública.

A Comissão Interministerial subsidiará a definição de diretrizes para a formação de novos profissionais, capazes de entender e trabalhar na promoção da saúde, no diagnóstico e tratamento oportuno e na reabilitação. Além disso, subsidiar a definição de critérios para a autorização, o reconhecimento e a renovação de cursos superiores na área da saúde. Outra finalidade é identificar a demanda quantitativa e qualitativa de profissionais no âmbito do SUS, de forma a atender às necessidades e ao perfil sócio-epidemiológico da população brasileira.

A Comissão é formada por representantes dos ministérios da Saúde e da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

PET-Saúde

O Programa de Educação Tutorial (PET), criado pela CAPES em 1979, e depois de 1999, transferido para a Secretaria de Educação Superior do MEC, é desenvolvido em grupos organizados a partir de cursos de graduação das instituições de ensino superior, orientados pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. A Educação Tutorial caracteriza-se pela presença de um professor tutor com a missão de orientar e estimular a aprendizagem ativa dos estudantes a partir de uma prática fundada em compromissos éticos e sociais.

No PET-Saúde, além do Tutor Acadêmico, cria-se a figura do Preceptor, que tem como requisito ser um profissional do serviço de saúde. O Tutor Acadêmico deverá oferecer, além da orientação aos estudantes de graduação, a capacitação pedagógica ao Preceptor e a orientação voltada à pesquisa e produção de conhecimento relevante para o serviço de saúde. Por outro lado, terá a oportunidade de aprender também, e agregar ao curso de graduação, conhecimentos sobre o modelo de atenção,  as necessidades de aprendizagem, a  solução de problemas e a produção de conhecimento emanados do serviço. 

Objetivos do PET Saúde: 

– facilitar o processo de integração ensino-serviço. 

– institucionalizar as atividades pedagógicas dos profissionais do serviço

– valorizar esta atividade pedagógica

– promover a capacitação docente dos profissionais do serviço

– estimular a inserção das necessidades do serviço como fonte de produção de conhecimento e pesquisa na universidade 

– estimular o ingresso de profissionais do serviço na carreira docente

Para participar do programa, o grupo deverá apresentar projeto ao Ministério da Saúde, de acordo com edital previsto para ser publicado em agosto, que será avaliado para aprovação. O grupo receberá o pagamento de bolsas que correspondem aos valores pagos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os valores para as bolsas de Tutor acadêmico e de Preceptor é de R$ 1.045,89 e a bolsa incentivo para os estudantes é de R$ 300,00, correspondente ao valor da bolsa de iniciação científica.

O programa avança na consolidação das mudanças que vêm sendo implementadas pelo Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde, o Pró-Saúde. O PET-Saúde favorece o processo de integração ensino-serviço, na medida em que reconhece e valoriza o papel dos profissionais do serviço, respaldado pelo Professor Tutor, oriundo da universidade, na orientação do processo de aprendizagem dos estudantes. A bolsa é extensiva também aos preceptores da Residência em Medicina de Família e Comunidade. 

Além, disso contribuirá para a consolidação da estratégia Saúde da Família, que hoje conta com mais de 27 mil equipes (formadas por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e até seis agentes comunitários) responsáveis pelo acompanhamento básico da população com atenção integral à saúde. Isso porque uma das principais dificuldades encontradas no Saúde da Família está na formação e qualificação das equipes ¿ que não foram formadas nos seus cursos de graduação para atuar de acordo com o modelo de atenção e com os princípios do SUS. Estão envolvidos no PET-Saúde, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde e a Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde e a secretaria de Educação superior do Ministério da Educação. 

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