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 O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participa hoje (15), da XXII Reunião dos Ministros da Saúde no MERCOSUL (RMS). A reunião dos Ministros da Saúde do MERCOSUL foi estabelecida em 1995, pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) do bloco regional.

Também estarão presentes os representantes da saúde dos Estados Partes MERCOSUL (Argentina, Paraguai e Uruguai) e, na qualidade de Estados Associados, Bolívia, Chile e Equador. O encontro, que tem o objetivo de estabelecer políticas de saúde, programas prioritários e estratégias de ações conjuntas, acontece na cidade de Assunção, República do Paraguai.

Os ministros analisam acordos apresentados pelo Comitê Coordenador, durante a Reunião Preparatória, que aconteceu nos dois dias que antecederam o encontro. Uma Declaração tratando dos avanços da política de medicamentos na região está entre as propostas que deverão ser assinadas.

Os ministros também analisarão os seguintes Acordos:

1) A Estratégia de Gestão Integrada de Prevenção e Controle da Dengue nos Estados Partes e Associados do MERCOSUL;

2) Recomendações para as Políticas de Saúde Sexual e Reprodutiva para os Estados Partes e Associados do MERCOSUL;

3) Estratégias Conjuntas para a Capacitação de Recursos Humanos em Doação e Transplante;

4) Instrumentação do Marco Jurídico e Elaboração de Projetos para Integração de Registros para os Estados Partes e Associados do MERCOSUL.

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Brasília – O Conselho Nacional de Saúde – CNS, em sua 174ª reunião ordinária, rejeitou ontem, 13, por 20 votos a 14, a proposta do governo que define as áreas do Estado que podem ser geridas por fundações públicas de direito privado. Na área da saúde, a idéia é transferir a gestão de alguns órgãos do sistema de saúde, como os hospitais, para as fundações estatais de direito privado.

 

 

De acordo com a vice-presidente do Coffito e coordenadora da Comissão de Orçamento e Financiamento do CNS, Dra. Ana Cristhina Brasil, a decisão do plenário do CNS foi acertada. “A idéia de se transferir a responsabilidade da gestão  de órgãos de governo para estas fundações estatais se apresenta muito equivocada, em especial comprometendo os direitos dos trabalhadores da saúde e portanto, merece mais esclarecimento acerca do assunto”, explica.  

 

 

A proposta, que recebe na Casa Civil os últimos ajustes para ser encaminhada ao Congresso Nacional, prevê, entre outros pontos, que os funcionários dos hospitais sejam contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e tenham que cumprir metas de qualidade. O cumprimento dessas metas também passaria a definir o valor da remuneração dos trabalhadores.

 

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, caso seja aprovada e colocada em prática, a proposta terá repercussões nas três esferas no governo e nos diversos níveis de complexidade do sistema, podendo atingir inclusive programas da atenção primária, como o Saúde da Família. Ele defende que o projeto seja imediatamente sustado para que seja discutido pela sociedade civil.

 

"O Conselho Nacional de Saúde se posicionou contra a proposta de fundação estatal, mas entende que existem gargalos, problemas e distorções na gestão dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e que há necessidade de realizar um amplo debate em todo o país, para fazer o diagnóstico correto desses gargalos e propor as medidas corretivas, para que o serviço possa realmente superar as necessidades na gestão", afirmou Batista Júnior.

 

 

De acordo com a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), Maria Aparecida Godoy, a proposta de criar fundações públicas na área da saúde retira do Estado o dever de cuidar da área de saúde e tenta desconfigurar as bases do SUS. "Na Constituição está dito que saúde é dever do Estado e direito do cidadão. Então, para mim, são medidas paliativas e tentativas de desconfigurar o SUS e é nosso papel defendê-lo", disse.

 

Os representantes do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), José Eri de Medeiros, e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), querem mais tempo para debater o projeto e tomar uma posição. O Conasems fará um Congresso no final do mês e o Conass, um Seminário em julho para buscar um consenso. A vice-presidente do Coffito, que foi convidada a participar do Conasems, acredita que será uma boa oportunidade de aprofundar a discussão.

 

Valéria Salgado, gerente de projeto do Ministério do Planejamento e responsável pela elaboração da proposta, pediu aos conselheiros a abertura do debate e a oportunidade de mostrar as diversas implicações do projeto: "Na fundação estatal, o Estado continua atuando. Só que, ao invés de ter regime estatutário, ela tem um regime celetista, como uma empresa pública normal". Ela citou como exemplo o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que pertence ao Ministério da Educação mas funciona com regime celetista.

 

 

Fonte: Agência Brasil com alterações Agência Coffito

 

O presidente do CNS alertou que, caso o projeto seja levado adiante, o Conselho poderá levar representação ao Ministério Público contra o descumprimento da legislação do controle social, e até mesmo propor uma ação judicial.

Teve início ontem, 13, no auditório da Faculdade Atenas Maranhense – FAMA, o I Encontro Estadual de Terapeutas Ocupacionais do Maranhão com o tema “Os desafios e as perspectivas das políticas de gestão em saúde”. O evento é realizado pela ONG Juventude sem Fronteiras, por meio do seu Núcleo de Saúde, em parceria com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Crefito 12.

 

  

O I Seminário de Terapeutas Ocupacionais do Maranhão contou ainda com a presença da Drª Maria Lívia Carvalho Garbi, terapeuta ocupacional e diretora-tesoureira do Coffito, e da Drª Tonya Penna de Carvalho, terapeuta ocupacional e vice-presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito).

 

De acordo com o assessor técnico do Coffito, o terapeuta ocupacional Dr. Denílson Magalhães, o seminário tem valor histórico para a trajetória dos terapeutas ocupacionais do Maranhão e de todo o país.”A categoria está buscando preencher uma lacuna existente no que se refere ao reconhecimento social da profissão”, reforça.

Na programação do Encontro, que segue até o dia 16, haverá mesas redondas sobre políticas para a Terapia Ocupacional e relatos de experiências de profissionais formados nas faculdades de São Luís. No último dia do evento, será assinado o protocolo das leis para a criação dos dias estadual e municipal do terapeuta ocupacional, iniciativa de parlamentares do Maranhão. 

 

 

 

Agência Coffito

A Dra. Ana Cristhina de Oliveira Brasil, vice-presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – Coffito, representou o presidente do Conselho, Dr. Euclides Poubel. Ela falou sobre a XII Conferência Nacional de Saúde, seus resultados e perspectivas para a Terapia Ocupacional. Participou também, da noite de abertura, o membro da mesa diretora do Conselho Nacional de Saúde, Dr. Arthur Custódio Moreira de Sousa. Sousa é presidente do Movimento da Hanseníase (MOHAN).  

Laboratórios farmacêuticos deverão conceder a partir dessa terça-feira (12), desconto mínimo de 24,69% nas vendas de medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).  Estima-se que, com a nova regra, a economia total para o SUS chegue a R$ 120 milhões ao ano. Os preços reduzidos valem para os governos federal, estaduais e municipais.

A primeira lista com produtos sujeitos ao desconto mínimo obrigatório, chamado coeficiente de adequação de preço (CAP), contém 146 medicamentos e foi publicada hoje pelo Diário Oficial da União. Na lista, estão, especialmente, produtos protegidos por patentes, fabricados em regime de monopólio ou duopólio, que os laboratórios já oferecem ao setor privado com desconto (confira a lista completa clicando aqui)

O objetivo do CAP é reduzir os custos destes produtos para os governos, principalmente com os medicamentos considerados excepcionais (de alto custo ou para uso continuado), os hemoderivados (derivados do sangue) e aqueles indicados para o tratamento de DSTs, aids e câncer. No Brasil, o CAP foi definido considerando os índices médios de descontos oferecidos ao setor privado.

De acordo com a decisão do Comitê Técnico-Executivo da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), o rol de produtos em que será aplicado o coeficiente segue alguns critérios:

1º O produto tem que estar em comercialização;
2º O produto deve constar no programa de dispensação excepcional do Ministério da Saúde, conforme definido na Portaria nº 698, de 30 de março de 2006;
3º Um produto que seja proveniente de uma ou, no máximo, duas empresas produtoras de medicamentos; conforme disposto no inciso V do artigo 3º da Lei nº. 10.742, de 6 de outubro de 2003;
4º Produto cuja divisão de seu Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG), pelo preço médio praticado pelas empresas produtoras de medicamentos ou pelas distribuidoras no mercado privado, pelo menor preço praticado nas vendas públicas para os Estados da Federação, livre de impostos, não resultem em diferença negativa superior a 6% (seis por cento). 

O orçamento do Ministério da Saúde prevê gastos de R$ 4,6 bilhões neste ano com a compra de medicamentos. Do montante, R$ 1,6 bilhão investidos na aquisição de medicamentos excepcionais.

O sistema de desconto adotado atualmente no país já está em vigor em outros países, como Estados Unidos, Austrália, Canadá e diversos países da Europa, que estabeleceram coeficientes de descontos em suas compras de produtos farmacêuticos. 

No portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no www.anvisa.gov.br, o gestor de saúde poderá denunciar o fabricante que não estiver cumprindo o preço CAP. A multa pelo descumprimento pode chegar a R$ 3 milhões.

Clique aqui para acessar a lista completa dos medicamentos, em formato PDF

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Brasília – Ao participar, em São Paulo, da cerimônia de abertura do 7º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que nos próximos dias será anunciado um programa voltado para a melhoria da saúde brasileira. "Vamos pensar na questão da saúde. Já pensamos na questão da educação e do desenvolvimento. Vamos anunciar um programa de saúde nos próximos dias. Não vai se chamar PAC, mas vai ser um programa voltado para a saúde".

Em seu discurso, destacou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no início do ano, como "a coisa mais organizada já anunciada neste país: em poucos momentos da História, um governo apresentou um programa de investimentos de US$ 252 bilhões – R$ 504 bilhões para serem utilizados em quatro anos –, isso nunca aconteceu".

E citou o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação): "Vou terminar meu mandato em 2010 com uma extensão universitária em cada cidade-pólo e uma escola técnica em cada pólo. Esse país precisa suprir a deficiência educacional de quase 200 anos de não investir corretamente na educação. Eu digo sempre aos meus ministros: quando se tratar de educação, não fiquem discutindo dinheiro".

Lula reafirmou a intenção de fazer "mais e melhor" no segundo mandato: "A minha agonia toda é não permitir que a mesmice tome conta do governo. A minha agonia toda é poder provar ao povo brasileiro que a gente pode fazer mais e melhor do que já fizemos, aprimorar as coisas que aconteceram e fazer muito mais".

E voltou a comentar as críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao Senado brasileiro: "Temos uma extraordinária parceria com a Venezuela. Certamente, o Chávez não precisaria ter falado do Senado, porque o Senado quando ele (Chávez) tomou posse, foi contra o golpe. Às vezes as pessoas esquecem, mas ele falou, e quando a gente fala a gente paga – paciência. Não deixo de reconhecer a relação que nós construímos na América do Sul, mas ainda tem muita coisa a fazer."

Fonte: Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil

Representantes das esferas federal, estadual e municipal do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária participam, de 13 a 15 de junho, do Seminário Nacional de Avaliação da Descentralização em Vigilância Sanitária. O encontro ocorre em Salvador (BA) e terá a presença do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello.

A reunião é promovida pela Anvisa em parceria com o Centro Colaborador em Vigilância Sanitária do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA). O objetivo é avaliar o processo de descentralização da vigilância sanitária, identificar avanços, fatores facilitadores e dificuldades.

As discussões vão levantar subsídios para a formulação de políticas voltadas para a organização dos serviços e a implementação das ações de vigilância sanitária, que são fundamentais à consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro será também uma oportunidade para a disseminação de iniciativas bem-sucedidas na área e a troca de experiências entre os participantes.

A Anvisa coordena o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), composto pelas três esferas de governo (Anvisa, no âmbito federal, estados e municípios).

Abertura do Seminário Nacional de Avaliação da Descentralização em Vigilância Sanitária

Data: 13 de junho
Horário:19h
Local: Centro de Convenções do Hotel Fiesta, Avenida Antônio Carlos Magalhães, 711, Pituba ¿ Salvador (BA)

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Por pouco, o analista de sistemas Fábio Diniz, de 28 anos, não engrossou a estatística dos universitários que tiveram problemas com as faculdades privadas. Em 2002, ele foi aprovado no vestibular de uma instituição em Brasília (DF), mas quando iniciou o ano letivo, as aulas eram sempre adiadas. “Eles começaram a enrolar. Já tinha pagado três mensalidades e me senti lesado”, relembrou Diniz, que desistiu de cursar Biologia na instituição.

Para evitar problemas como o de Diniz e de outras pessoas que passaram por essa situação, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça lançou a cartilha “Instituições Privadas do Ensino Superior”. A publicação, cuja elaboração teve a participação do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério da Educação (MEC), é uma espécie de manual que informa os estudantes sobre os cuidados que ele deve ter ao contratar uma instituição de ensino superior para que não tenham surpresas desagradáveis no futuro.

A cartilha mostra, por exemplo, como é possível verificar se um determinado curso é credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) e como o aluno lesado pode agir. E foi justamente por causa das inúmeras reclamações sobre isso feitas nos Procons de todo o país que o Ministério da Justiça decidiu criar a cartilha, que é de fácil leitura e bem explicativa.

As reclamações que chegam aos órgãos de proteção ao consumidor são as mais variadas possíveis. De má qualidade dos serviços prestados à impossibilidade de recebimento do diploma ao final dos estudos. Por isso, o diretor do DPDC do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita, recomenda: “Quando assinar um contrato, o consumidor [no caso o aluno] deve ficar atento para garantir seus direitos e não ter nenhuma decepção no final do curso”.

Morishita lembra que, além desse cuidado, é necessário estar atento a outras dicas citadas na cartilha. Como se certificar de que a graduação pretendida é reconhecida e autorizada pelo Ministério da Educação (MEC). O assunto, inclusive, confunde muita gente. Primeiro, é preciso saber que as instituições privadas de ensino superior, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/1996), são divididas em universidade, centro universitário e faculdade.

Nas universidades, é obrigatório que exista regularmente atividades de ensino, pesquisa e extensão. As faculdades se preocupam apenas com o ensino. Os centros universitários seriam um meio-termo entre as duas. Neles, é preciso existir ensino, extensão e pesquisa institucionalizada optativa. E todas elas têm que ser credenciadas pelo Ministério da Educação. Após o aval positivo, é preciso que o curso a ser ministrado seja autorizado, também pelo MEC.

Além disso, todo curso autorizado, após o cumprimento de 50% de seu currículo, precisa solicitar um ato formal de reconhecimento, uma exigência inclusive para as graduações ministradas nas universidades públicas. A validade deste procedimento é periódica e sua renovação é feita com base nos resultados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

É bom lembrar também que universidades e centros universitários não precisam de autorização prévia do poder público para oferecer cursos em seus municípios-sede. Mesmo assim, é indispensável o ato de criação expedido pelo Conselho Superior da instituição e, posteriormente, a avaliação do MEC. Nos casos específicos de Direito, Medicina, Odontologia e Psicologia, sempre é necessária a prévia autorização do ministério.

Mais dicas

É preciso que o futuro aluno verifique o valor corrente das mensalidades por curso ou habilitação e as formas de reajuste vigente. A existência de taxas e outros encargos financeiros, que podem elevar bastante o valor dos estudos, também devem ser levadas em conta. A cartilha ensina que é fundamental verificar as instalações e infra-estrutura da instituição em que deseja estudar, como bibliotecas, laboratórios e salas de informática.

Segundo a cartilha do DPDC, uma das principais recomendações para os estudantes é conhecer, antes de efetuar a matrícula, quais foram os resultados obtidos pelo curso nas últimas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação, além do projeto acadêmico, duração e critério de avaliação dos cursos. Isso pode dar uma boa noção do nível acadêmico do estabelecimento. “A preocupação do DPDC é que o consumidor tenha acesso à informação para poder fazer a melhor escolha” explica Morishita, que diz ainda que os estudantes devem observar atentamente todas as informações citadas no contrato, assinado no ato da matrícula, para evitar prejuízos.

A afirmação do diretor do DPDC é endossada pela procuradora federal dos Direitos dos Cidadãos, Ela Wiecko de Castilho. “A cartilha torna mais acessível as informações. Havia um desconhecimento até mesmo dos agentes públicos responsáveis sobre o assunto”, diz a representante do Ministério Público Federal. Ela Wiecko conta que as maiores reclamações são relativas a cobranças de taxas, falta de bibliotecas, equipamentos e qualidade duvidosa do ensino.

A procuradora não soube precisar o total de reclamações anuais, mas avalia que são muitas. “A demanda é grande. O assunto educação é um dos temas com maior incidência na Procuradoria”, afirma. Os demais temas da PGR são saúde e direito das pessoas com deficiência. Contatada, o órgão entra em contato com as autoridades competentes ou tenta se entender com as faculdades.

Farsa

Fábio Diniz teve que procurar outra instituição para estudar, já que a faculdade onde fez sua matrícula sempre adiava as aulas. Também não conseguia receber o dinheiro pago de volta. A solução foi procurar o Juizado Especial de Pequenas Causas e só depois de algum tempo, ele recuperou o que havia investido. E só nesta etapa é que Diniz descobriu que o curso que queria não era credenciado. “A pessoa precisa entrar no site do MEC para ver se está tudo certo. Também é bom ir ao Procon ver se há alguma queixa”, alerta o estudante.

A cartilha do DPDC recomenda aos que concluíram a graduação em um curso autorizado, mais ainda não reconhecido, para ficar atento para não jogar o investimento (pessoal e financeiro) fora. Neste caso, o estudante tem assegurada sua transferência para outra instituição. Além de todos os problemas que uma instituição não credenciada pode oferecer, o aluno ainda corre o risco de perder a oportunidade de se especializar e até de exercer a profissão. Isso porque, para pós-graduação e registros profissionais, é preciso a apresentação do diploma.

A cartilha está disponível no site
www.mj.gov.br/dpdc/servicos/publicacoes/Cartilha%20IES.pdf

Ela também será distribuída nos Procons e nas Procuradorias de Justiça estaduais.

Fonte: UOL

Intitulada Eqüidade, Ética e Direito à Saúde: Formação e Ação da Terapia Ocupacional, uma oficina especial de T.O vai funcionar durante a realização do 4º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, do 10º Congresso da Associação Latino Americana de Medicina Social e do 14º Congresso da Associação Internacional de Políticas de Saúde, eventos a serem realizados conjuntamente de 13 a 18 de julho.

A oficina de T.O tem como objetivos identificar as ações da Terapia Ocupacional na construção da eqüidade, ética e direito a saúde; discutir a formação permanente do Terapeuta Ocupacional para a atuação no Sistema Único de Saúde – SUS; e envolver os participantes na realização da pesquisa “Projeto Coletivo de Cooperação Técnica da Rede Nacional de Ensino de Terapia Ocupacional com o Ministério da Saúde”.

A idéia de realização das oficinas prevê, além de debates sobre os diferentes temas do evento, a criação de produtos finais que tragam propostas de soluções para a questão do acesso democrático e humanizado aos sistemas e serviços de saúde.

A oficina de T.O foi uma idéia que nasceu na 9ª Reunião dos Terapeutas Ocupacionais do Sistema Coffito/Crefitos, ocorrida em abril. A terapeuta ocupacional Dra. Maria Lívia Holsbach, diretora-tesoureira do Coffito, representou o Sistema como proponente da oficina frente à ABRASCO. De acordo com ela, os produtos a serem apresentados pelos participantes são: mapa das ações da Terapia Ocupacional no SUS; diretrizes para a formação e para o desenvolvimento de ações do Terapeuta Ocupacional para garantir eqüidade e ética no direito à saúde; e estratégias para o desenvolvimento de pesquisa de caracterização das ações da Terapia Ocupacional no SUS.

“Esta é uma importante oportunidade para que os terapeutas ocupacionais e entidades representativas apresentem soluções urgentes para os serviços de assistência coletiva à saúde, e já se sabe que a Terapia Ocupacional possui um papel imprescindível nestas ações”, avalia o dr. Euclides Poubel, presidente do Coffito.

O propósito é evitar a discriminação e a exclusão que ocorrem em diversas dimensões da vida social e também na de saúde, afirma Maria Lívia. “Para isso, pesquisadores, docentes, gestores e profissionais da área da Saúde estão realizando um esforço conjunto no plano da reflexão e principalmente da ação”, reforça.

A oficina será realizada no dia 14 de julho, das 08h30 às 18h30, no Centro de Convenções da Bahia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail oficinatoabrasco@hotmail.com, até o dia 20 de junho.

Organização da Oficina

A Dra. Maria Lívia lembrou, ainda, que durante o 10ºCongresso de T.O, realizado em maio, na cidade de Goiânia, todas as entidades presentes – Crefitos, associações, RENETO e ABRATO – foram convidadas a participar da organização da dinâmica da Oficina. Ficou decidido que as responsáveis pelo assunto seriam: Dra. Tânia Hiroshi, da UFMG, Dra. Fátima Oliver, da USP, e Dra. Maria Lívia.

Congressos

Promovidos pela Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva – ABRASCO, Associação Latino Americana de Medicina Social – ALAMES e Associação Internacional de Políticas de Saúde – IAHP, os congressos têm como desafio refletir e agir promovendo a vida e priorizando o desenvolvimento do potencial humano. Tem como público-alvo docentes e pesquisadores da Área de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, Medicina Social e Políticas de Saúde, bem como profissionais atuantes nos campos da prevenção, cuidado, atenção e gestão em saúde, estudantes de pós-graduação e graduação das diversas disciplinas das áreas de saúde e de ciências humanas e sociais.

Os eventos ocorrerão no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador, de 13 a 18 de julho de 2007.

Agência Coffito

Fisioterapeutas de todas as partes mundo estão reunidos desde o dia 2 de junho em Vancouver, no Canadá. O país sedia até esta quarta-feira (06) a 15° edição do Congresso Internacional, no Centro de Convenções de Vancouver. O Congresso acontece de quatro em quatro anos e é promovido pela Confederação Mundial de Fisioterapia.

Mais de 1800 participantes estão divididos em 300 delegações presentes nos debates do evento, que tem por objetivo mostrar as novas tecnologias e discussões que permeiam a categoria em todo o mundo, além de compartilhar conhecimentos vindos de mais de 60 países do mundo. O Dr. Euclides Poubel e Silva, presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) participa do evento e está satisfeito com as discussões. “Percebemos qualidade em tudo que está sendo feito. A organização é exemplar. Temos uma feira de produtos com muitas novidades produtos que pouco temos acesso no Brasil, além de novidades com relação a empresas que contratam profissionais de todos os países, em especial do Canadá, Estados Unidos e Austrália”, conta ele.

Outro fator que deixou Poubel muito satisfeito foi a quantidade de brasileiros que integram o evento, além dos diversos trabalhos do país que já foram apresentados durante o Congresso. “Muitos palestrantes brasileiros expondo suas pesquisas. O Brasil realmente está muito bem representado aqui.”

Segundo o presidente do Coffito, os temas que mais chamam a atenção são os relacionados à área de Eletro e Ortopedia, que tem sido os mais abordados nas palestras e discussões do Congresso Mundial. “O evento está muito voltado para essa parte. “No Brasil já tivemos mais atenção para a Eletro, por exemplo. Hoje em dia, outras áreas recebem mais destaque, mas as informações obtidas aqui são interessantes e novas”, comenta.

Euclides fala também sobre a exposição de mil trabalhos referentes à fisioterapia que foram selecionados antes do evento e estão expostos por todo o local do Congresso em forma de banners. “Uma verdadeira feira de pesquisa”, concluiu.

Os brasileiros com quem ele tem conversado no Canadá estão satisfeitos com os resultados do evento. Dr. Euclides aproveitou para lembrar que os profissionais brasileiros, ao voltarem para o Brasil, têm a responsabilidade de tentar passar todas as informações e novas técnicas que conheceram no Canadá para os colegas que não puderam estar lá. O Congresso Mundial de Fisioterapia termina na noite desta quarta-feira (06).

Agência Coffito

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